O movimento no Mercado Municipal de Mogi das Cruzes estava muito intenso na tarde de ontem, a dois dias do Ano Novo. Muitas pessoas deixaram para fazer as compras da ceia em uma data mais próxima ao feriado e, para quem ainda precisar comprar algum produto, o Mercadão abre hoje das 7 às 18 horas e amanhã das 7 às 15 horas.
Mesmo com um grande número de pessoas, muitos conseguiram garantir produtos frescos a preços razoáveis de última hora, de acordo com a auxiliar de serviços gerais, Eliane Golçalvez, 55 anos, que aproveitou para comprar todos os ingredientes para a ceia, como legumes, bacalhau e temperos. "Pretendo cozinhar uma bacalhoada para a reunião em família, pois acho que é um prato típico que não pode faltar, além de ser mais leve também, ainda mais em uma época em que todos comem muita carne", comentou ela.
Há quem opte pelos produtos que prometem garantir sorte e prosperidade no próximo ano, como é o caso da gerente financeiro Valdirene Aparecida da Silva, 35, que planeja cozinhar lentilhas. "Faço isso para ter sorte o ano inteiro e, para completar a ceia, também terá maionese, lasanha, várias sobremesas e o pernil", contou Valdirene.
Para a gerente financeira, os preços esse ano, ao serem comparados à mesma época do ano passado, não baixaram muito, mas mesmo assim conseguiu garantir todos os itens que precisava. "Aproveitei para comprar os ingredientes que faltavam hoje, como côco ralado para a sobremesa e as carnes para o jantar, pois gosto de tudo mais fresco", conclui ela.
Cozinhar pratos com bacalhau é uma tradição nessa época, como relembrou a proprietária de um açougue em Mogi, Camila dos Santos, 28. Ela comentou que esse é o produto mais procurado de todos oferecidos em sua loja. "Há também muitos que compram costelas para prepará-las com lentilhas, pois dizem que dá boa sorte", explica Camila.
Nesse Ano Novo, as vendam subiram muito além do que as expectativas, segundo a proprietária. "No Natal já foram altas, porém nessa semana aumentaram muito, diferentemente do ano passado, quando a procura dos consumidores não foi tão alta", relembra.
*Texto sob supervisão do editor.