Diretoria, médicos, enfermeiros e todos os demais funcionários do Hospital e Maternidade Mogi-Mater, em Mogi das Cruzes, viveram ontem um dos dias mais significativos para a equipe. Depois de cinco meses internada na UTI Neonatal e Pediátrica, a pequena Maya Vitória finalmente teve alta. Prematura extrema, ela nasceu quando a mãe, Cássia Oliveira, estava com apenas 26 semanas de gestação (o normal é que o nascimento ocorra entre a 38ª e 40ª semana).
Devido a problemas de hipertensão e outras complicações, a equipe médica da maternidade optou por fazer uma cesariana de urgência em Cássia e no dia 25 de julho de 2017 nasceu Maya, com somente 620 gramas e 31 centímetros. Os esforços para manter a vida do bebê foram inúmeros. Na UTI Neonatal, segundo o coordenador do setor, Alexandre Netto, ela sofreu muitas intercorrências pela própria prematuridade. "O prognóstico apontava uma chance muito grande de mortalidade. Foi um dos primeiros bebês do hospital, com tão pouco tempo de vida, tão prematuro, a receber alta e o mais legal é que está com todas as funções normais", comentou o médico.
Tanto Cássia quanto o pai de Maya, Gabriel, estavam muito emocionados. "Deus foi muito bom e o hospital também. Agradeço por terem me dado a chance de criar minha menina que se chama Maya porque significa aquela que traz cores a lugares cinzas. Vitória colocamos depois, pela luta dela em sobreviver. Chegou ao fim essa luta e saímos vitoriosos", disse Cássia.
Segundo o médico intensivista pediátrico e neonatal, Ângelo Roberto Junior, que acompanhou Maya dos últimos 50 dias de internação na UTI Pediátrica, ver a bebê saindo com os pais e indo para casa pode ser chamado de "milagre". "As chances de sobrevivência eram muito pequenas, mas ficamos firmes e confiantes e tudo deu certo. A Maya é um caso único, daqueles que faz a gente agradecer por ter escolhido a profissão e por isso me emociona demais", salientou Ângelo.