Somente neste ano, a Empresa Metropolitana de Serviços Urbanos de São Paulo (EMTU) apreendeu 147 carros particulares que realizaram transporte clandestino de passageiros na região, o que representa uma média de 14 apreensões por mês. Os automóveis irregulares foram identificados em ações de fiscalização realizadas entre janeiro e o último dia 8.
Conforme o Dat apurou, em função desse trabalho, motoristas desses veículos realizaram um protesto em Suzano cobrando a regularização do trabalho ilegal.
De acordo com o órgão estadual, somente nos municípios de Suzano e Itaquaquecetuba, a EMTU apreendeu 48 automóveis que realizavam transporte clandestino de passageiros. "Na área 4 de concessão, que incluiu Mogi das Cruzes e região, houve outras 99 apreensões", completou, por meio de nota.
Ainda segundo a empresa, ações de fiscalização são realizadas regularmente no transporte intermunicipal das cinco áreas da Região Metropolitana de São Paulo (RMSP) sob sua gestão, sempre com apoio das polícias Militar, Civil e Rodoviária Federal.
Manifestação
Na última quarta-feira, uma manifestação de motoristas irregulares complicou o trânsito no centro de Suzano.
O grupo, com faixas e apitos, seguiu a pé pelo viaduto Leon Feffer, pela avenida Armado Salles de Oliveira e, em seguida, pela rua Sete de Setembro, até chegar na Câmara, causando congestionamento na malha central da cidade.
De acordo com apuração feita pelo Dat, os motoristas atuam em uma linha clandestina entre a estação de trem da cidade e o Recanto Mônica, em Itaquaquecetuba. Eles cobram da Prefeitura de Suzano a regularização desse serviço, assim como já foi feito com as vans que fazem o transporte complementar no município há mais de oito anos. Esse transporte intermunicipal estaria sendo feito por 140 carros diariamente.
Na quarta-feira, um grupo de aproximadamente 200 pessoas foi à Câmara em protesto. Segundo eles, a categoria, que atualmente está atuando na clandestinidade, solicita ao Executivo um estudo para a regularização das linhas que foram criadas nos últimos anos e que não são consideradas legais.
Os vereadores se colocaram à disposição do grupo e uma reunião ficou de ser agendada com o prefeito, Rodrigo Ashiuchi (PR), para debater o assunto.
Até o momento, o Dat não conseguiu confirmar quando será a reunião entre os manifestantes, os vereadores e o prefeito.