Os moradores da região do distrito do Taboão começaram a ser vacinados contra a febre amarela. A imunização foi iniciada na semana passada pela Secretaria de Saúde. As doses foram aplicadas nas propriedades visitadas pelo Núcleo de Prevenção e Controle de Arboviroses. A Prefeitura de Mogi das Cruzes pretende ampliar a vacinação para outros pontos da cidade e não descarta a imunização total da população, mas aguarda o envio de doses pela Secretaria de Estado da Saúde. A expectativa é que cerca de 70 mil doses cheguem hoje a cidade.
A Prefeitura fará uma reunião hoje para fechar o plano de ação para combater e prevenir a febre amarela no município. O trabalho será feito em conjunto com as secretarias municipais. O encontro ocorrerá às 15 horas.
Na ocasião, será decidido, por exemplo, se as escolas serão utilizadas como pontos de vacinação. "Vamos montar uma estratégia, será decidido, por exemplo, se o acesso às trilhas será restringido e aberto apenas para as pessoas vacinadas. Temos uma preocupação com os bairros que fazem divisa com outras cidades. Estamos preparados para usar a mesma estratégia que fazemos contra a dengue, que tem sido eficiente", explicou o secretário de Saúde, Marcello Cusatis.
Cusatis informou que os moradores da região do Taboão, que faz divisa com Santa Isabel, onde um macaco foi encontrado morto, mas que não estava infectado com o vírus, é o grupo prioritário. Os funcionários da saúde também receberam a vacina. A estimativa é que a cidade receba 200 mil doses em parcelas. "Precisamos saber quantos mogianos já foram vacinados. Acreditamos que uma boa parte já tenha tomado, levando em consideração que uma única dose basta para imunizar. Mas precisamos elaborar as estratégias, dar prioridades aos bairros próximos à divisa com o corredor ecológico. A vacinação das pessoas que vão viajar para áreas endêmicas está sendo feito nos postos", afirmou.
Atualmente, a cidade conta com cinco Unidades Básicas de Saúde (UBSs) que oferecem as doses, cada uma em um dia da semana. Será analisado a necessidade de ampliar o número de postos de vacinação.
A vacina não pode ser aplicada em todas pessoas. A restrição fica por conta de crianças menores de nove meses, gestantes, mulheres amamentando até o sexto mês de vida do bebê e pessoas imunodeprimidas (om câncer, HIV ou em tratamento imunossupressores). Os idosos com idade a partir de 60 anos precisam passar uma avaliação médica e levar a prescrição no momento da vacinação.