Com 66.350 trabalhadores e a maior média salarial, a indústria do Alto Tietê deverá ser responsável por um aporte extra de R$ 202,3 milhões na economia regional neste final de ano. O valor corresponde ao 13º salário, que começa a ser pago no final deste mês. A receita prevista é 5,40% superior a registrada no ano passado e vai beneficiar industriários de oito cidades da Região - Biritiba Mirim, Ferraz de Vasconcelos, Guararema, Itaquaquecetuba, Mogi das Cruzes, Poá, Salesópolis e Suzano.
A estimativa do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp) leva em conta o número de trabalhadores registrados até o mês de outubro, nas mais de 2 mil indústrias instaladas no Alto Tietê e a média salarial do setor, que corresponde a R$ 3.050,00.
Com maior número de empresas e de trabalhadores, Mogi das Cruzes, Suzano e Itaquaquecetuba vão movimentar R$ 151,3 milhões em 13º salário, o que corresponde a aproximadamente 75% do total a ser pago pela indústria.
"Desde março, a indústria do Alto Tietê vem contratando, o que é um indicativo muito bom da recuperação do setor e da retomada do consumo. Mais pessoas empregadas implica em mais dinheiro em circulação e o 13º salário dá um fôlego extra para o pagamento de dívidas e para as compras", ressalta o diretor do Ciesp Alto Tietê, José Francisco Caseiro.
Segundo ele, a maioria das indústrias já programa o 13º salário na sua receita anual, com reserva de orçamento para essa finalidade, o que evita maiores desgastes. Em alguns casos, as empresas também recorrem a linhas de crédito para o cumprimento da legislação. "Neste ano a situação está melhor do que em 2016 para a indústria e não deveremos ter problemas no pagamento do 13º salário", afirma o dirigente.
Pela legislação, as empresas podem dividir o pagamento do 13º salário em duas parcelas ou optar pela parcela única. Também é facultado o direito a antecipação da primeira parcela para pagamento junto com as férias.