A Prefeitura de Suzano está trabalhando em conjunto com a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) para buscar soluções em relação ao impacto ambiental encontrado em uma área do Cemitério São João Batista, na região do Raffo. Por ser um problema antigo, já que a unidade foi implantada há aproximadamente 40 anos, sem a observância de normas ambientais, a atual administração municipal está tomando as providências conforme as orientações da Cetesb.
As famílias dos mortos sepultados na área em questão estão sendo contatadas para que os procedimentos sejam adotados. 
De acordo com a Secretaria Municipal de Meio Ambiente, a primeira etapa deste processo já foi concluída. É a chamada "investigação confirmatória". Este estudo constatou a existência de um impacto ambiental na área de uma quadra do cemitério. Inclusive, de maneira preventiva, a quadra em questão já havia tido os sepultamentos suspensos. Depois do primeiro estudo, iniciou-se o trabalho de exumação dos corpos enterrados de forma temporária e de alocação dos sepultados perpétuos para nova área, conforme orientações técnicas. 
Agora, começou a segunda etapa, chamada de "investigação detalhada". Esta etapa vai determinar a causa e a extensão deste impacto e já está em processo burocrático. O trâmite exige análise de documentação, elaboração e aprovação do plano de ação. A pasta já priorizou estes procedimentos para que as análises sejam executadas e os resultados avaliados o mais breve possível, para posterior providências de recuperação, se necessário, conforme o grau de comprometimento.
Nesta quadra já houve um número total de 718 sepulturas. Estão interrompidos os sepultamentos nesta quadra desde 2013, por medida preventiva. Desde a desativação desta quadra, já foram feitas 420 exumações. Existem nesta quadra 87 sepulturas perpétuas, que dependem de um procedimento administrativo para que sejam realocadas em outra quadra, dentro do mesmo cemitério. Tais procedimentos dependem de autorização das famílias e as mesmas estão sendo contatadas.
Já a Agência Ambiental de Mogi das Cruzes da Cetesb informou que, inicialmente, os responsáveis devem adotar medidas para conter a fonte de contaminação, dando continuidade às etapas de gerenciamento de áreas contaminadas, em conformidade com os procedimentos estabelecidos pela companhia.