A dívida pública de Mogi das Cruzes apresentou um aumento de 31,2% neste ano em relação ao ano passado. Os dados foram obtidos pela reportagem junto ao Banco Central do Brasil (Bacen) e utiliza os meses de agosto como referência, período em que o balanço foi informado pela última vez.
Em valores absolutos, a cidade devia até o começo do segundo semestre de 2016, a quantia de R$ 195 milhões, ao passo que neste os números alcançaram a casa dos R$ 256 milhões. Desse montante, R$ 248 milhões são referentes à dívida com instituições financeiras públicas, como a Caixa Econômica. O restante do valor, R$ 8,2 milhões, são débitos que o município possui junto ao Tesouro Nacional.
Além de Mogi, outras três cidades aparecem no relatório do Bacen, no entanto, nenhuma delas registrou aumento na dívida pública. A maior queda foi encontrada em Ferraz de Vasconcelos, com 88,9% de diminuição. O documento aponta que no ano passado, até agosto, eram devidos R$ 36,1 milhões, ao passo que, na última avaliação do Banco Central, a dívida atual pouco ultrapassa os R$ 4 milhões.
Suzano é a segunda em queda, com uma diminuição da ordem de 5,43%, passando dos R$ 24 milhões para os R$ 22,7 milhões. Já Guararema é a cidade onde o percentual da dívida, e o montante total, é o menor. O Bacen divulgou que o saldo devedor atual da cidade é de R$ 13,5 milhão. Há um ano, esse valor era pouco maior do que R$ 13,9 milhões.
Somadas, as quatro cidades estão devendo R$ 296 milhões, 10% a mais do que o mesmo período do ano passado. Porém, como Mogi foi a única que apresentou aumento e a que tem o maior volume de débitos em aberto, ela acabou levando o índice para cima arrastando os demais municípios. No ano passado, o saldo devedor somado nessa cidade era de R$ 269 milhões.