Duas clínicas de reabilitação de dependentes químicos do interior de São Paulo venceram a licitação para registro de preço aberta pela Prefeitura de Mogi das Cruzes. A administração municipal deixará um orçamento de
R$ 2.261.688,00 para utilização. A modalidade apresentada pela Prefeitura possibilita que o pagamento para as empresas seja realizado quando houver demanda. Os atendimentos são gerados especialmente por ordem judicial ou indicação médica. Atualmente, a cidade aguarda recursos para abertura do Centro de Atendimento Psicossocial de Álcool e Drogas (CAPS AD), na Vila São Francisco.
Segundo levantamento da Secretaria de Saúde, atualmente, existem 14 pacientes dependentes químicos atendidos pela Prefeitura de Mogi, nos quais 12 serão beneficiados pela licitação e dois já estão em atendimento. Para tratar dessas pessoas, a Prefeitura gastará R$ 126.830,00. Deste público, dez serão internados de forma compulsória, três de maneira involuntária e um voluntariamente. Ao todo, serão 97 meses de internação.
A nova licitação prevê ainda a internação de pacientes psiquiátricos. Serão duas internações compulsórias ao custo de R$ 24.990,00 pelo período de 14 meses. As clínicas vencedoras do trâmite são a Associação Beneficente dos Amigos do Recanto Renascer (Abarr) e Desafio Jovem Jeová - Rafa.
De acordo com o secretário de Saúde, Marcello Cusatis, a licitação em formato de registro de preço foi feita para garantir o atendimento quando houver demanda. "Às vezes, recebemos pelos médicos ou ordens judiciais, os pedidos de internação, especialmente, de crianças. Não existe em Mogi clínicas com documentos em dia, por exemplo, para internar crianças com dependência química em estágio grave", informou.
Cusatis, destacou que a administração municipal costuma gastar apenas parte do valor destinado, algo em torno de 1/5 do contrato, ou seja, cerca de R$ 440 mil. "Com esse contrato, só gastamos quando é necessário internar. Assim, não precisamos sair correndo e pagando eventualmente", acrescentou.
Sobre o CAPS AD, o secretário informou que não existe previsão financeira para a inauguração. Cusatis havia solicitado que o serviço deixasse de ser 24 horas para atender em horário comercial. "Estamos na fase de orçamento. Só duas Organizações Sociais se propuseram a fazer o orçamento e fizeram de maneira equivocada. Estamos refazendo", esclareceu.