A definição de Mogi das Cruzes como Município de Interesse Turístico (MIT) partiu de uma articulação, no início deste ano, do prefeito Marcus Melo (PSDB), com o deputado estadual Marcos Damasio (PR) e o coordenador municipal de Turismo, Mateus Sartori. O assunto também foi levado a reuniões do Consórcio de Desenvolvimento dos Municípios do Alto Tietê (Condemat), que chegou a receber a visita do então secretário estadual de Turismo, Laércio Benko, bem como do secretário-adjunto da Cultura do Estado, Romildo Campello.
O processo referente à adequação de Mogi transcorreu sem empecilhos, pois a cidade possui todos os atributos exigidos. Para ser classificado como MIT, o município precisa comprovar o potencial turístico e ser dotado de meios de hospedagens, pontos de alimentação, serviços de informações turísticas, serviço médico de emergência, coleta de resíduos sólidos e abastecimento de água potável. Outras exigências são a existência de um Conselho Municipal de Turismo em atividade e de um plano diretor de turismo.
A adequação sancionada ontem pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB) garantirá à Mogi recursos da ordem de R$ 600 mil por ano. A classificação de MIT foi criada pelo governo do Estado por meio da lei complementar 1.261, de 29 de abril de 2015. Tratase de um complemento ao programa de fomento às cidades estâncias turísticas. Os recursos provém do Fundo de Melhoria dos Municípios Turísticos, administrado pelo Departamento de Apoio às Estâncias. Na região. Guararema e Santa Isabel também têm o título.