O relatório final da Comissão Especial de Vereadores (CEV) do pátio municipal sugere que a Prefeitura de Mogi das Cruzes cancele o contrato com a atual empresa que administra o serviço na cidade. De acordo com o grupo, indícios de irregularidades sustentam o pedido. O documento com o parecer dos integrantes será encaminhado para a administração municipal. O presidente da CEV, o vereador Mauro Araújo (PMDB), não descarta a possibilidade da abertura de uma Comissão Especial de Inquérito (CEI).
A CEV foi constituída em junho para analisar possíveis irregularidades na prestação de serviço de recolhimento e guarda de veículos na cidade. "Estamos sugerindo que se encerre o contrato com a atual empresa. Ficamos limitados por ser uma CEV, não era uma comissão de investigação. O que podemos verificar é que há graves indícios de irregularidades de cobrança ilegais, principalmente por quilômetro rodado com guincho, o que não é previsto em contrato", afirmou Araújo.
A comissão, que ainda tem como membros os vereadores Francisco Moacir Bezerra de Melo Filho (PSB), o Chico Bezerra e Marcos Furlan (DEM), realizou reuniões e analisou documentos para elaborar o relatório final. "A fórmula como eles fazem para cobrar, com depósitos em dinheiro direto no caixa, sem emissão de nota fiscal, cobranças indevidas, falta de localização no pátio, utilizar um local que não é licenciado no município, são alguns dos pontos", acrescentou o presidente.
De acordo com o peemedebista, ele vai aguardar a conclusão da sindicância aberta pela Prefeitura para analisar a mesma situação antes de decidir se uma CEI será criada. "Parece que esse contrato traz prejuízo para a população. Sabemos que a administração municipal está fazendo uma investigação, pedimos que ela seja agilizada. Em nossa visão, esse contrato precisa ser suspenso", destacou.
Trânsito
Durante a sessão, o vereador Antonio Lino da Silva (PSD) afirmou que pedirá que a Prefeitura reveja o projeto da rotatória que está sendo construída na avenida Vereador Dante Jordão Stoppa, próxima à rua José Lemes, em César de Souza. A obra é uma contrapartida de uma construtora. Silva afirmou que a estrutura não comportará a passagem de caminhões que atendem as empresas do distrito. Ele solicitou que a rotatória seja alargada.