Na semana que antecede o feriado de Nossa Senhora Aparecida, o vereador Protássio Ribeiro Nogueira (PSD) cobrou investimentos do governo do estado para a Rota da Luz, que liga Mogi das Cruzes à Aparecida do Norte. De acordo com o parlamentar, a estrada sofre com a falta de manutenção, infraestrutura e sinalização. Ele lembrou que a ausência de atenção com a rota inaugurada em abril de 2016 faz com que os romeiros se arrisquem na rodovia Presidente Dutra.
Nogueira ressaltou que neste ano é comemorado o Jubilei de 300 anos da aparição de Nossa Senhora Aparecida, o que deve atrair milhares de romeiros para a cidade do Vale do Paraíba. "Se o governo do estado não melhorou a Rota da Luz até agora, duvido que faça depois. Essa rota seria o nosso caminho de Santiago de Compostela, mas a via não está recebendo ninguém por causa da falta de condições de trânsito, segurança e informação", ressaltou.
O vereador afirmou que o estado precário da rota já fez com que romeiros se perdessem. "Um romeiro que vai todos os anos para a Aparecida com um grupo de 70 pessoas contou que entre Santa Branca até Paraibuna o caminho dá para passar com carroça, mas entre Paraibuna e Redenção da Serra só a pé ou cavalo. Ele também encontrou romeiros perdidos por falta de informação. Não existem comércios no caminho. Não foi o município que criou a Rota da Luz, e sim o governo do estado. A obrigação de cuidar é dele", destacou.
Ainda durante a sessão, o vereador Iduigues Ferreira Martins (PT) criticou os constantes furtos que estão ocorrendo nas escolas estaduais de Mogi. "Estão levando computadores, ventiladores, projetores e caixas de som. Cinco escolas foram furtadas em série, o que deixa os estudantes sem os materiais necessários para dar andamento ao seu trabalho pedagógico", acrescentou.
Mudança
A Câmara aprovou o projeto de lei que reduz o número de membros do Conselho Municipal de Saúde. O grupo sairá de 16 para 12 conselheiros. A proposta prevê que o conselho será composto por seis usuários, três trabalhadores e três gestores.
De acordo com o vereador Mauro Araújo (PMDB), a mudança se deve à falta de participação no Conselho Municipal de Saúde. "Essa medida não é boa, mas, infelizmente, se faz necessária. Está difícil conseguir quórum nas reuniões. A pessoa se candidata, é eleita, mas não participa, o que prejudica a Prefeitura", disse.
O vereador Claudio Miyake (PSDB), que já ocupou o cargo de secretário municipal, informou que o problema de participação é antigo.