O historiador e professor Mário Sérgio de Moraes lançará um livro neste sábado, às 15 horas, o "Estação Memória: O trem da camaradagem na cidade de Guararema", no Espaço de Exposições no bairro de Luis Carlos, em Guararema. O evento contará com sessão de autógrafos e roda de conversa.
O livro trata de uma viagem no tempo, através de histórias tradicionais de Guararema. Para manter viva a história de uma cidade tradicional e típica do interior, a obra foca na culinária local, nas festas, brincadeiras de criança e os valores que eram ensinados nas escolas e igrejas na época de 1899 até 1980. É uma história familiar da comunidade naquele tempo. Para o historiador, Guararema deve ser tratada "como um presépio", pois é uma cidade harmoniosa para se viver, onde os visitantes se sentem abraçados ao chegarem lá. 
Guararema, por não sofrer tanto com a violência e poluição como nas outras cidades, conseguiu manter bem as tradições e a próspera natureza local. "Conseguiu ter essa aparência de uma cidade que permaneceu praticamente incólume ao progresso negativo", afirma Mário Sérgio. "Dos fatos que narrei, inspirei-me pelo cheiro da terra, pelos muitos personagens que conheci e outros presentes em minhas memórias afetivas e familiares. Gente da terra que conheci bem. O resultado é a história dessa gente do interior. Da minha gente".
O livro conta também a história da Ferrovia Central do Brasil, que contribuiu para o surgimento de muitas cidades ao longo do Vale do Paraíba. Principalmente com o transporte de mercadorias, que facilitou o crescimento e desenvolvimento das áreas. "A história do Alto Tietê e Vale do Paraíba, para mim, é uma história conhecida", diz Moraes.
Ele acrescenta que nasceu em Jacareí, apesar de viver em Mogi das Cruzes há muitos anos, e tem um carinho grande pela região. 
Moraes ressalta que sua obra não é um livro de História, mas um relato de "amorestórias", termo criado por ele, que mistura amor e história para inventar uma palavra que possa transmitir todo o sentimento da obra. O mais importante, conforme ele, é transmitir para os jovens a história da cidade, que faz com que a pessoa se sinta na sala de casa, à vontade com a natureza.
O livro também conta sobre a Maria Fumaça e, segundo Moraes, é importante que todos possam ver as características da cidade, como coreto, charrete e moda de viola. 
* Texto supervisionado pelo editor.