As obras de acessibilidade na estação Estudantes da Companhia Paulista de Trens Metropolitanas (CPTM) devem ser concluídas ainda nesse semestre. A empresa vai investir cerca de R$ 680 mil no local. A estação de Brás Cubas também está passando por intervenções que serão finalizadas em dezembro. As obras são uma maneira de remediar as deficiências das estações do município que aguardam que o projeto de revitalização e modernização saia do papel.
As obras na estação de Brás Cubas foram iniciadas em junho pela CPTM ao custo de R$ 1,1 milhão. Esse era um pedido antigo dos usuários que desembarcam no local. Um dos grandes problemas do lugar é o grande espaço entre o trem e a plataforma. O desembarque dos trens gera dificuldade, especialmente para idosos e pessoas com mobilidade reduzida. Outra questão é que a única maneira de se deslocar em direção à avenida Anchieta, que dá acesso ao centro de Brás Cubas, é uma escada.
Os problemas existentes prometem ser equacionados pela CPTM por meio dessas obras. De acordo com a companhia, "as intervenções contemplam rampas, pisos e mapas táteis, vaga de embarque e desembarque preferencial, rebaixamentos de calçada, dentre outros itens".
Ainda segundo a empresa, no ano passado foi a estação Jundiapeba que passou por obras de acessibilidade. A CPTM afirmou que entre os investimentos, o local recebeu "rampa para acesso à estação, implantação de passagem entre as plataformas e instalação de guarda-corpos e corrimãos sinalizados feitos em aço carbono na escada de acesso ao local". Além disso, terá pisos podotáteis, para auxiliar pessoas com deficiência visual, além de um sanitário para atender pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida.
Com o pacote de intervenções da CPTM, apenas a estação Mogi não recebeu investimentos. Há alguns anos se alardeou uma ampla reforma e modernização do espaço, com escadas rolantes e um projeto que se adequaria à construção dos túneis da praça Sacadura Cabral. Embora a passagem subterrânea construída pela Prefeitura esteja na etapa final, as intervenções na estação ainda estão no papel e engavetadas.
Sobre a estação de Mogi, a CPTM afirmou que "a reconstrução da estação de Mogi e intervenções de grande porte em outras estações, que estavam contempladas no PAC (Projeto de Aceleração do Crescimento), a CPTM aguarda a liberação de recursos".
A CPTM justificou que aguardava a liberação de recursos do governo Federal por meio do PAC da Mobilidade para reconstrução ou modernização das estações, desde 2014. No entanto, no final de dezembro, o Ministério das Cidades publicou portaria excluindo do PAC o projeto de modernização das estações da CPTM. Em razão desse cancelamento, a CPTM está realizando intervenções para acessibilidade nas estações com recursos do Governo do Estado".