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Foi aprovada em audiência pública na noite de ontem, por 220 votos a favor, 6 contrários e 23 abstenções, no Theatro Vasques, a instalação do Serviço Social do Comércio (Sesc) no Centro Esportivo do Socorro. O evento foi comandado pela Secretaria Municipal de Cultura, pelo Programa Diálogo Aberto.
A Câmara, por diversas vezes, solicitou a realização da audiência, que foi aberta pelo prefeito Marcus Melo (PSDB), que confirmou seu voto favorável à vinda da unidade para Mogi das Cruzes e pediu o apoio da população. "Fui com a Comissão Especial de Vereadores (CEV) visitar o Sesc Jundiaí, porque acredito que é preciso conhecer para entender, e a questão está sendo conduzida com muito diálogo e transparência", pontuou.
O secretário de Cultura, Mateus Sartori, informou que o Sesc poderá ser utilizado não só pelos comerciários e seus dependentes, mas pelos moradores de Mogi e região. "Algumas atividades são pagas, mas 50% delas são gratuitas para qualquer pessoa e 100% grátis para crianças até 12 anos. Além disso, quem utiliza o Centro Esportivo do Socorro não ficará descoberto, porque algumas atividades que o Sesc não cobrir, serão redirecionadas para outros lugares", explicou.
O presidente da CEV do Sesc, José Antonio Cuco Pereira (PSDB), destacou que a iniciativa é tão importante, que há muitos anos conversava com o então presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Mogi das Cruzes e Região (Sincomércio), Airton Nogueira (já falecido), sobre a necessidade de haver um Sesc no município.
Para o vereador Diego Martins (PMDB), o Diegão, que também integra a Comissão, será uma grande conquista trazer a unidade para Mogi. "Conhecendo como será instalado e seu funcionamento, mantendo tudo o que tem hoje para o público, sou favorável. Temos mais de 40 cidades na frente de Mogi e o Sesc disse que se for no Centro Esportivo, ele investe, e cortamos essa fila", comemorou. Segundo ele, a vinda do Sesc contribuirá, inclusive, para combater a criminalidade. "A maioria dos presos na cidade hoje é na faixa de 13 a 16 anos, aliciados por traficantes nas ruas por falta de espaços culturais e educacionais como o Sesc. Será um remédio eficaz", opinou.
O arte-educador da entidade Asete, Rogério Assunção, votou a favor. "Gostaria que fosse mais descentralizado, como em Jundiapeba, para estar mais perto da comunidade carente, mas se só pode ser no Socorro, tudo bem".
A funcionária pública Marilusy Fernandes também é favorável: "Mogi merece mais um espaço de lazer e cultura".
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