Superlotados. Assim pode ser descrita a situação dos Centros de Detenção Provisória (CDPs) da região. Juntas, as unidades de Mogi das Cruzes e Suzano contabilizam atualmente 3.488 detentos para um total de 1.688 vagas, ou seja, mais do que dois homens em um espaço onde deveria haver apenas um. Os dados são da Secretaria de Administração Penitenciária (SAP) do Estado de São Paulo.
De acordo com o levantamento feito pelo Grupo Mogi News, a situação mais crítica é enfrentada na unidade mogiana, que possui população carcerária superior em cerca 125% em relação às sua capacidade máxima. Isso porque são 1.891 presos para 844 vagas. Segundo a SAP, a maior parte das detenções envolve a prática de roubo. Já a segunda modalidade criminal mais comum é o tráfico de entorpecentes.
Inaugurado em 15 de outubro de 2002, o CDP de Mogi está localizado no distrito do Taboão. Ao todo são 6,2 mil metros quadrados de área construída para receber os presos.
Já no CDP de Suzano são 1.597 detentos para 844 vagas. Isso significa que a unidade opera atualmente com uma população 89,2% superior à sua capacidade. A maior incidência de crimes cometidos presos na unidade é o tráfico de drogas, seguido de roubo.
O centro de detenção conta com 5,8 mil metros quadrados de área construída. O espaço, inaugurado em 12 de março de 2003, está localizado no Parque Maria Helena.
Moção
A problemática envolvendo o CDP de Mogi vai além da superlotação. Em razão disso, o vereador Clodoaldo Aparecido de Moraes (PR) encaminhou ao governo do Estado uma Moção de Apelo cobrando um melhor tratamento aos familiares dos detentos durante a visitação.
No texto, o parlamentar solicita que seja disponibilizado o mínimo de estrutura, como bancos e cobertura para os visitantes, pois, segundo ele, o atual tratamento ofertado "é deplorável e sem o mínimo de dignidade humana".
"Não é de hoje que familiares de detentos reclamam da falta de estrutura no espaço da unidade durante as visitas. Quem escolhe chegar um dia antes para pegar a senha de entrada, muitas vezes com crianças de colo, ficam à espera na fila sob o sol, frio, ou sem qualquer tipo de cobertura, banheiro ou bebedouros", ressaltou.