Os municípios da região têm até a próxima semana para demonstrar interesse em integrar um consórcio regional da Associação de Assistência à Criança Deficiente (AACD). O assunto foi debatido ontem no Consórcio de Desenvolvimento dos Municípios do Alto Tietê (Condemat). Ainda não se sabe se um novo consórcio será criado ou será integrado ao Condemat. Essa discussão se estende há meses e, enquanto isso não é confirmado, os pacientes do Alto Tietê, com exceção de Mogi das Cruzes, sede do serviço, ficam sem atendimento. 
No momento, além da questão da AACD, o Condemat avalia se o serviço das Residências Terapêuticas e das Casas de Acolhimentos para Mulheres Vítimas de Violência poderão ser abrangidas em um único Consórcio de Saúde, e se o órgão funcionará de forma autônoma ou integrada ao Condemat. Hoje, os 11 municípios possuem 62 pacientes que necessitam da Residência Terapêutica.
De acordo com o último levantamento divulgado em agosto pela Câmara Técnica de Saúde da entidade, a demanda da AACD é de cerca de 200 pacientes das cidades da região, com exceção de Mogi. "Vamos estudar a melhor forma de viabilizar o consórcio. Todos concordam com a necessidade de atuar de maneira regional. O pessoal da área de Saúde do Condemat está bem entrosado com a AACD", afirmou o presidente do Condemat, o prefeito de Guararema, Adriano Leite (PR).
Segundo o republicano, ainda não é possível saber qual valor será desembolsado por cada município que desejar integrar o consórcio. Isso vai depender de quais cidades vão aderir, mas ele adiantou que o valor será per capita.
A ideia é tratar tanto do atendimento da AACD, Residências Terapêuticas e da Casa de Acolhimento de forma concomitante. "Sabemos da complexidade técnica de aglutinar um serviço de saúde com o serviço social por causa da operação de fundos, mas também existe a necessidade de otimizar e reduzir os custos. O próximo passo será definir quais serão os municípios serão participantes e como vamos proceder em relação ao consórcio, se será gerado um novo ou se faremos uma reformulação no atual", disse o presidente Leite.