A frequente presença de pessoas em situação de rua na área central de Poá é alvo de reclamações de comerciantes e pedestres, que cobram providências por parte da administração municipal para que o problema seja resolvido. De acordo com os reclamantes entrevistados pelo Grupo Mogi News, alguns locais, há muito tempo, passaram a ser abrigo para este público. Entre as localidades mencionadas está a praça dos Expedicionários.
Na manhã de ontem, a reportagem esteve no local e constatou a presença de um andarilho. O homem, aparentemente sob efeito de álcool, estava deitado no "jardim", por volta das 11h45.
Em situação semelhante encontravam-se outros dois indivíduos por volta do meio-dia. Estes, no entanto, descansavam na praça Santo Antônio, outro ponto apontado pelos entrevistados como local de frequente presença de pessoas em situação de rua.
Para o aposentado Miguel Aparecido Vieira, de 67 anos, o aumento da população de rua tem causado transtornos e é motivo de insegurança. "Quando é morador de rua que fica no canto dele, a gente lamenta por ser uma situação triste, mas não nos incomoda. O problema é que tem muitos que bebem, usam drogas e intimidam a gente. Eles pedem moeda, e se a gente não der, sabe-se
lá o que podem fazer", comentou.
A mesma intimidação é sentida pela comerciante Tereza Maria de Oliveira, 53, que mantém uma barraca de lanches na travessa Miguel Saad. "Eles frequentemente vêm até aqui e isso acaba assustando os clientes. Infelizmente, a Prefeitura não faz nada. A situação é a mesma desde sempre e isso só tende a piorar", reclamou.
Já a proprietária de um açougue, que preferiu não se identificar, relatou o constrangimento enfrentado sempre que um andarilho insiste em entrar em seu estabelecimento. "Eu trabalho com produtos perecíveis, então a higiene é indispensável. Quando um morador de rua entra para pedir algo, eu fico sem ter como agir. Não posso expulsá-lo, mas, ao mesmo tempo, tenho de evitar o incômodo dos clientes. É constrangedor", relatou.
Outro lado
Em razão do horário de expediente, a Prefeitura de Poá deverá ser procurada pela reportagem amanhã, para que possa se posicionar sobre as queixas relatadas.