Suzano fechou o ano passado com a maior Taxa de Mortalidade Infantil (TMI) do Alto Tietê. Ao todo, 17,3 óbitos de bebês menores de um ano, a cada mil nascidos vivos, foram registrados. Já em 2015, o indicador ficou em 10,3, o que representa uma elevação de 64,7% . Os dados são da Fundação Seade.
De acordo com o levantamento, em 2016, 4.057 crianças suzanenses nasceram vivas. No entanto, 70 morreram antes de completarem o primeiro ano de vida. Já em 2015 foram 4.176 nascimentos e 44 mortes registradas.
Arujá aparece na sequência, com a segunda maior TMI de 2016 (15,3). Além disso, foi o município que registrou a maior elevação do indicador entre um ano e outro (125%). Isso porque em 2015 a taxa ficou em 6,8.
Já o melhor resultado foi apresentado por Biritiba Mirim. No ano passado 408 bebês nasceram e apenas um morreu antes de completar 12 meses. Com isso o índice de mortalidade ficou em apenas 2,5. Em 2015 a TMI era de 20,3, uma vez que foram contabilizadas oito mortes em um total de 394 nascimentos.
Mogi das Cruzes, por sua vez, se manteve estável. Entre um ano e outro a taxa passou de 11,2 para 11,5. No ano retrasado, 6.798 mogianos nasceram, dos quais 76 vieram a óbito. Já no ano passado foram 6.521nascidos vivos, sendo que 75 vieram a falecer. (Veja os dados das demais cidades no quadro).
Prefeituras
Para o secretário de Saúde de Mogi, Marcello Cusatis, os resultados do município, apesar de estarem longe do ideal, são bastante positivos e resultantes de uma série de ações realizadas. "Mogi conta com o Programa Mãe Mogiana, que tem apresentado excelentes resultados, além de uma boa estrutura, exames laboratoriais de qualidade, enfim, todo esse trabalho acaba refletindo. Se considerarmos todas as dificuldades, como a superlotação da maternidade, por exemplo, ter mantido o patamar já é um ganho".
Segundo Cusatis a meta do município é reduzir a taxa para apenas um dígito. Um dos fatores que impossibilita o cumprimento é a TMI gerada pela rede particular. "Dados do Comitê de Mortalidade Materno Infantil apontam que a taxa da Santa Casa ficou em torno de 7, enquanto o sistema privado somou 9,96. Então, vamos dialogar com a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) para que exija dos planos de saúde algumas medidas para derrubar esses índices".
Já a Secretaria de Saúde de Suzano informou que a atual gestão "está atuando com muita seriedade para reduzir o número de óbitos infantis". Entre as ações realizadas está a contratação de novos médicos e a atualização dos protocolos de atendimentos de acordo com a Rede Cegonha. Além disso, as gestantes também passaram a receber palestras educativas. "Ao mesmo tempo, a secretaria ampliou as ações de educação continuada dos profissionais da rede municipal e da Irmandade Santa Casa, ministrando cursos para a condução do pré-natal e dos procedimentos de pré-parto, parto e pós-parto", detalhou.
As demais Prefeituras foram procuradas, mas não se manifestaram até o fechamento desta edição.