As obras do bloco cirúrgico da Unidade Clínica Ambulatorial (Unica), em Jundiapeba, devem ser entregues em janeiro de 2018. A construção do anexo foi iniciada ontem. Depois de concluída, a unidade receberá a classificação de Hospital Dia e vai realizar cirurgias que demandem internação de um dia. De acordo com o secretário de Saúde, Marcello Cusatis, o serviço vai ajudar a distribuir os procedimentos e equilibrar as filas de espera.
A construção do bloco cirúrgico vai consumir R$ 631.290,31, valor 25% menor do que o estimado inicialmente. O Hospital Dia terá capacidade para realizar até cem cirurgias por mês. Entre os procedimentos feitos estão vasectomia, tratamento cirúrgico de varicocele e hérnia umbilical.
Para Cusatis, a construção da unidade impactará em toda a rede de saúde do município. "Hoje no Unica, temos duas salas de pequenas cirurgias, que são habilitadas somente para anestesia local. Agora, os procedimentos mais complexos poderão ser feitos nesse novo bloco. Temos cirurgias que começaram a ter fila de mais de 30 dias de espera e precisamos de um lugar para fazê-las. O que tirarmos do Hospital Municipal sobra em recursos para outras coisas, como as cirurgias necessárias ou novos procedimentos", esclareceu.
O novo bloco cirúrgico terá quase 300 metros quadrados, uma sala média de cirurgia, dois leitos de recuperação pós-anestésica, posto de enfermagem, além de outros serviços. O contrato com a Trópico Construtora, empresa responsável pela obra, vai até abril de 2018, mas a expectativa é que a unidade seja entregue no início do ano. "Faremos todas as cirurgias que permita que o paciente possa ir embora no mesmo dia. Serão realizadas, por exemplo, biópsia de mama, cirurgia de varizes e hérnia de pequeno porte, e vasectomia, que hoje é realizada no Municipal", explicou.
A expectativa é que cerca de 30 profissionais atuem direta e indiretamente no Hospital Dia. Ainda não se sabe qual será o valor de custeio da unidade, pois não foi definido se uma nova Organização Social (OS) será contratada ou se um aditivo será feito no contrato da empresa Vitale Saúde, que administra a Unica.
Regional
Cusatis informou que vai convidar as OSs para assumirem o serviço de Residência Terapêutica em Mogi. O atendimento é para 11 mogianos que estão em instituições de longa permanência e por determinação do governo federal precisam ser transferidos para casas com acompanhamento de cuidadores. A Prefeitura já abriu três editais, mas não houve interessados.
O secretário, que preside a Câmara Técnica de Saúde do Consórcio de Desenvolvimento dos Municípios do Alto Tietê (Condemat), informou que a entidade pretende criar um Consórcio de Saúde regional para tentar solucionar a questão. "A ideia é unir quatro ou cinco cidades que terão que criar as Residências Terapêuticas para ter volume e ver se alguma OS se interessa", acrescentou.