Mesmo com várias ruas, residências e estabelecimentos comerciais monitorados por câmeras em tempo real, moradores do Jardim Imperador e bairros adjacentes continuam sofrendo com os assaltos frequentes, não só a motoristas, ciclistas e pedestres, mas também a comércios. A violência tem sido constante e eles pedem maior atenção por parte do Poder Público. Esta semana, por exemplo, não se sabe ainda o motivo, foram efetuados três disparos em direção a um comerciante de uma loja de produtos para animais, em plena luz do dia. Por sorte, os tiros não feriram ninguém. O autor do crime fugiu.
No grupo da comunidade no aplicativo WhatsApp, têm sido cotidianas as mensagens sobre roubos e tentativas, além de pessoas em atitude suspeita. Na quinta-feira passada, às 9 horas, na alameda Fernando Costa, no Jardim Imperador, um automóvel Cruze foi levado por um homem armado quando um morador saía da garagem. No dia 16, ladrões pularam na frente de um carro na avenida Mogi das Cruzes, por volta das 23 horas, mas a vítima conseguiu escapar. Um tiro atingiu o veículo.
No dia 17, ainda segundo os moradores, mais um carro havia sido roubado na alameda Tenente José Bernardino, também no Jardim Imperador. No dia 18, foi a vez de dois estudantes, que estavam indo para a Escola Estadual Raul Brasil, no Parque Suzano, nos arredores do Jardim Imperador, terem seus celulares roubados enquanto iam para o colégio, por volta das 7 horas. Um dos assaltos chegou a ser presenciado por uma moradora, que viu quando um dos ladrões ficou na esquina, enquanto o outro pegava o aparelho das mãos do jovem. À meia-noite do dia seguinte, três criminosos armados em um Fiat Uno cinza roubaram, perto da alameda Cunha Bueno, no Jardim Imperador, de funcionários que estavam saindo do shopping.
Medo
Para Rudge Ramos, um dos líderes de um dos grupos do Jardim Imperador, os moradores querem mais patrulhamento da Polícia Militar, inclusive da Ronda Escolar, e que a Prefeitura tome alguma providência, conforme teria sido dito em reunião entre os moradores e o prefeito Rodrigo Ashiuchi (PR) no dia 26 de junho. "Hoje está complicado. São roubos diários de celular na entrada do Raul Brasil, assalto a funcionários do shopping, carros roubados. Até tiro já teve no bairro. O problema será maior quando abrirem a avenida Roberto Simonsen até a Casa Branca, pois a rota de fuga ali será grande", acredita ele, que já solicitou até uma base da PM às autoridades locais.
A vendedora Luciana Ferreira de Almeida, 40, tem um filho pequeno e o leva para a escola todos os dias. Porém, ciente dos casos que têm ocorrido, tem tomado maiores precauções ao chegar e sair de casa. Ela também está temerosa com os vários crimes sofridos pela comunidade. A babá Ana Lúcia, 47, que preferiu dar apenas o primeiro nome, mora no Imperador há 36 anos, e faz parte do grupo de segurança do bairro via WhatsApp. Ela conta que realmente têm acontecido muitos roubos, praticamente todos os dias, e criticou as promessas por parte da administração municipal.