O leilão do parque fabril e do maquinário remanescente da Cerâmica Gyotoku, cujas atividades foram encerradas em 2014 quando a empresa decretou falência, foi realizado na sexta-feira passada, dia 15, porém, o imóvel não teve interessados e, por isso, não foi arrematado. A informação é de Josemar Bernardes André, presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção e do Mobiliário de Mogi das Cruzes, Suzano e Região (Sintramog). 
Segundo ele, o departamento jurídico do sindicato soube que os caminhões, máquinas e equipamentos, entretanto, foram adquiridos e totalizaram R$ 1 milhão -  o que não significa que os 700 ex-funcionários da Gyotoku irão receber seus direitos trabalhistas de imediato. "O que temos visto é que, geralmente, os juízes tendem a esperar a liquidação de todas as ações judiciais para poder distribuir os recursos entre os trabalhadores e os credores da empresa, que devem estar em torno de 500. Então, ainda que tivesse sido tudo leiloado, não significaria que 'refrescaria' imediatamente a situação dos ex-trabalhadores da empresa", acredita.
O leilão, que foi feito pelo site www.superbid.net, teve lotes à venda com preços entre R$ 4 e R$ 47 milhões. Só o imóvel da Gyotoku, por exemplo, teve lance inicial mínimo de R$ 36 milhões, sendo que o valor real está avaliado em R$ 61 milhões. 
A Misasi Relações Públicas, que responde pela Superbid, informou que foram vendidas 350 peças e que, ao todo, 31 entidades - entre pessoas físicas e jurídicas -, compraram esses bens. A empresa fechada não foi vendida, mas apenas partes desmembradas, como peças e equipamentos. Ainda não foi informado também quando o imóvel da Gyotoku poderá ir à leilão novamente e a Deloitte Auditoria e Consultoria Empresarial, que administra a massa falida, disse que não poderia passar nenhuma informação sobre a empresa. Como havia boatos de que a Nadir Figueiredo estaria, possivelmente, interessada em adquirir a Gyotoku, o Dat entrou em contato com a assessoria da empresa, que desmentiu a informação.