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A Secretaria de Saúde estuda a inclusão de cirurgias bariátricas no quadro de atendimento do Hospital Municipal de Mogi das Cruzes (HMMC). A ideia é atender as pessoas que já realizaram todas as etapas para se submeterem ao procedimento, mas que não conseguem marcar a cirurgia. A expectativa é que sejam feitas entre duas e três intervenções por mês na unidade. No entanto, o projeto só deve sair do papel a longo prazo.
A informação foi divulgada pelo secretário de Saúde, Marcello Cusatis, durante lançamento da construção do bloco cirúrgico da Unidade Clínica Ambulatorial (Unica), em Jundiapeba. De acordo com Cusatis, com o funcionamento da nova unidade será possível remanejar cirurgias e abrir oportunidade para novos procedimentos no HMMC, entre eles a cirurgia bariátrica.
Segundo Cusatis, a implantação das cirurgias está em andamento, mas não é algo simples. "Estamos estudando um possível credenciamento. Nossa referência que é Ferraz de Vasconcelos não é mais referência oficial. Temos pacientes que foram diagnosticados, passaram por todos os processos, que é uma etapa longa do pré- operatório, e não têm onde operar. Por isso estamos fazendo esse estudo, obviamente tudo envolve recursos financeiros", ressaltou.
O secretário esclareceu que tem buscado parcerias para tirar o projeto do papel. "Fechamos uma parceria com o Colégio Brasileiro de Cirurgiões para orientar quais são os melhores protocolos. Temos uma conversa inicial com a Universidade de Mogi das Cruzes (UMC), que possui a Policlínica, pois o principal é o pré-operatório e o pós-operatório, porque se o paciente engordar novamente, ele não tem a possibilidade de operar de novo. O acompanhamento psicológico e endocrinológico é necessário", destacou.
Para Cusatis, o principal desafio para a implantação do serviço é integrar todos os órgãos. "Temos pacientes com no mínimo quatro anos de espera pelo governo do Estado. Essa é uma competência estadual. Esse é um procedimento de média e alta complexidade, que exige muitos critérios. O governo do Estado nos passou os requisitos obrigatórios e já temos os profissionais. Depois do pré-operatório, cirurgia e acompanhamento, temos que realizar dermolipectomia, pois o paciente emagrece e fica com a pele flácida. Seria interessante realizar isso no Luzia de Pinho Melo. Vamos conversar com o Estado", disse.
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