O prefeito de Poá, Gian Lopes (PR), foi recebido na manhã de ontem pelo presidente da República, Michel Temer (PMDB), em seu gabinete, para solicitar recursos para que o Hospital Municipal Guido Guida não seja fechado. Durante o encontro, que foi acompanhado pelo vice-prefeito e secretário de Saúde, Marcos Ribeiro da Costa, o Marquinhos Indaiá, pelo ex-prefeito Miguel Comitre, o deputado federal Roberto de Lucena (PV), o presidente da Associação Paulista de Municípios (APM), Carlos Cruz, e pelo ministro-chefe da Secretaria de Governo da Presidência, Antonio Imbassahy, o chefe do Executivo poaense teve a oportunidade de falar para Temer sobre a grave crise que o município vai enfrentar com a queda de arrecadação devido a nova lei do ISS (Imposto Sobre Serviços).
"Foi uma reunião muito produtiva, entregamos um relatório demonstrando a situação do hospital e pedindo a destinação de recursos para manter a unidade de saúde de portas abertas. Vamos agora aguardar um retorno, mas estamos muito otimistas que teremos êxito na nossa luta. Não estou medindo esforços para manter a unidade funcionando", comentou Lopes. "Agradeço a participação na reunião do ex-prefeito Miguel Comitre, que teve uma relação próxima com Michel Temer quando foi secretário de Estado do governo Franco Montoro", completou.
A unidade de saúde conta com 24 leitos e atende, por ano, 150 mil pessoas, sendo que 35% deste público é de outras cidades da região como Ferraz de Vasconcelos, Itaquaquecetuba e Suzano, além de moradores do extremo leste da capital. Lopes já esteve no Palácio dos Bandeirantes e na Secretaria de Estado da Saúde para apresentar a situação difícil pela qual passa a cidade e o risco de fechar o Hospital Municipal Guido Guida. Nos encontros o chefe do Executivo levou um panorama geral da unidade e apresentou alternativas para que os serviços sejam mantidos com auxílio do governo do Estado. "Estamos tentando todas as alternativas possíveis", acrescentou.
Mudança na lei
Com a votação no Congresso foi alterada a forma de recolhimento do ISS, que hoje é feito pela cidade onde a empresa tem sede, mas passará a ser cobrado no local de prestação do serviço.
No município de Poá, o Itaú representa aproximadamente 40% de toda a receita corrente. A cidade é sede das operações de cartões e de leasing do banco e deve perder arrecadação sem a entrada desses recursos a partir de setembro.