O comércio mogiano está entre os segmentos que mais cresceu nos últimos anos, mesmo diante do ainda persistente cenário de crise econômica e política nacional. Segundo dados divulgados pela Associação Comercial de Mogi das Cruzes (ACMC), os comerciantes foram os maiores responsáveis pelos números positivos de geração de empregos no município, conforme levantamento recém-divulgado pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). 
Números da Secretaria Municipal de Desenvolvimento confirmam que Mogi registrou aumento de 7,7% na criação de estabelecimentos comerciais desde 2015 (passou de 8.827 comércios para 9.511), levando-se em conta o período de janeiro daquele ano até maio de 2016, configurando um saldo de 684 novos negócios. 
Ainda de acordo com os dados do Caged, a geração de empregos na cidade acompanhou essa evolução, com cerca de 20 mil trabalhadores no setor, contabilizando 17.974 novos registros em carteira e 17.948 dispensas no primeiro semestre do ano, sendo que houve 156 contratações somente em junho passado, fechando com saldo positivo de admissões. 
Para o presidente interino da ACMC, Marco Zatsuga, apesar da crise e do período de baixa nas vendas, Mogi é uma boa aposta para os comerciantes. "Essa crise vem desde o segundo semestre de 2014. Nunca vi uma tão duradoura como essa. Antigamente, a crise era na área gastronômica, roupas ou calçados. Hoje é geral, desde o pequeno até o grande empresário. Mas, podemos ver um leve aumento nas operações. Creio que a situação, se continuar nessa decolagem, melhora em 2019", prevê.
Perfil
Zatsuga explica que o consumidor mogiano é exigente e quer qualidade no atendimento, nos produtos e na prestação de serviços, mas que ele percebe uma boa relação entre compradores e vendedores. Quanto aos comerciantes, ele conta que a ACMC procura pesquisar quais temas eles gostariam de debater para ampliar conhecimentos e, consequentemente, as vendas. "Temos hoje 1.450 associados. Buscamos trazer palestras sobre assuntos de interesse deles, para que possam ter desenvolvimento com inteligência dentro do seu comércio, abordando fluxo de caixa, atendimento ao público, como investir na vitrine, enfim, procuramos ajudá-los para que possam se adequar aos seus consumidores", afirma.
Trânsito e evolução
"Mogi vai completar 457 anos, é uma cidade que foi feita para andar de carroça, principalmente as do centro, que são muito estreitas. Acho que tem que ter essa melhoria. É difícil para o empresariado, mas a ACMC procura, junto à Prefeitura, soluções que possam ajudar os comerciantes a sair dessa crise", diz Zatsuga, que comemorou a reabertura recente da passagem de nível da rua Deodato.
O presidente interino da ACMC destaca que, mesmo com as dificuldades pelas quais passam todos os comerciantes, Mogi das Cruzes ainda é uma boa opção de investimento. "Creio que isso faz parte das políticas dos prefeitos que têm passado por Mogi. Primeiro o Waldemar, depois o Junji, o Bertaiolli e agora o Marcus Melo. Eles pensaram na comunidade mogiana e esse crescimento impulsiona o comércio. Mogi é um bom lugar para se viver e investir", finaliza.