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A Comissão Especial de Vereadores (CEV) da privatização da rodovia Mogi-Bertioga (SP-98) pretende realizar reuniões e uma audiência pública para debater a proposta do governo Estadual. O projeto para criação do grupo foi apresentado nesta semana pelo vereador Clodoaldo de Moraes (PR) e deve ser votado na próxima semana. O objetivo da comissão é levantar informações, especialmente sobre a duplicação da estrada e possível implantação de um pedágio na rodovia.
A CEV será presidida por Moraes e contará com o presidente da Comissão Permanente de Transporte da Câmara, Claudio Miyake (PSDB) e do vereador Jean Lopes (PCdoB) como membros. "Queremos confirmar a intenção do governo Estadual em privatizar a rodovia. Vamos buscar uma agenda com o governador Geraldo Alckmin (PSDB), com o secretário de Estado de Transportes (Laurence Casagrande Lourenço) e com o DER (Departamento de Estrada e Rodagem) para colher informações", afirmou Moraes.
Segundo o republicano, a intenção é realizar uma série de reuniões no município para debater o assunto. "Queremos fazer uma audiência pública e reuniões com os moradores que vivem nos bairros às margens da rodovia, como Biritiba Ussu, Taiaçupeba e Manoel Ferreira. Podemos chamar ainda o secretário de Estado de Transportes para esclarecer todas as dúvidas", ressaltou.
Moraes afirmou que o principal objetivo é obter informações sobre os planos de duplicação da rodovia e a possível instalação de um pedágio. "A duplicação é um sonho antigo dos moradores da região e o resto da cidade. Desde que ela foi inaugurada, em 1982, as pessoas pedem esta obra. Já tivemos vários governos e a duplicação ficou só na promessa. Ela ajudaria a reduzir o número de acidentes, melhoria a fluidez do trânsito e daria mais segurança para os motoristas", acrescentou.
Para o republicano, a implantação de um pedágio traria um impacto negativo, especialmente para os moradores que vivem no entorno da rodovia. "Um pedágio no perímetro urbano está fora de cogitação. A Mogi-Bertioga é como uma avenida que corta vários bairros. Ao redor existem escolas, posto de Saúde, a produção de hortifruti. Um pedágio encareceria a produção. Se a duplicação estiver atrelada ao pedágio, precisamos conversar e discutir para ver se é interessante", destacou.
O Consórcio de Desenvolvimento dos Municípios do Alto Tietê (Condemat) e a Prefeitura devem participar da discussão. "Queremos envolver as Câmaras da região também, pois esse é um tema que afeta todas as cidades", disse. (L.N.)
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