Questionado pela Imprensa ontem em Itaquaquecetuba, onde compareceu para assinar um contrato bilionário de prestação de serviços entre a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) e a Prefeitura, o governador Geraldo Alckmin (PSDB) garantiu que o antigo prédio da unidade auxiliar do Hospital das Clínicas (HC) de Suzano será "portas abertas", ou seja, atenderá a população da cidade e também da região. Entretanto, ele preferiu não estipular prazos e nem datas - o que deverá ser definido somente após uma nova reunião entre ele, a Secretaria Estadual de Saúde e a Superintendência do HC na semana que vem.
Alckmin explicou que o prédio antigo do HC de Suzano está bastante deteriorado e, por isso, houve a necessidade de transferir os pacientes graves que lá estavam para o bloco novo, que possui 120 leitos. "Nós tínhamos um hospital antigo, que era um hospital de retaguarda do HC de SP, mas há doentes crônicos, que não vão ser operados amanhã e nem ter alta rapidamente. E nesse hospital, o prédio estava muito ruim. Então, construímos um hospital novo, transferimos os pacientes, nos próximos dias vamos transferir toda a área administrativa e, imediantamente, começa o segundo hospital, a reforma do antigo, que vai ser um hospital só para a cidade e região. Estamos fazendo as duas coisas: tiramos e passamos os pacientes para o hospital novo, para poder reformar o outro. Na reunião que vamos fazer, iremos estabelecer datas, prazos e, mesmo antes de ficar pronto o segundo prédio, a gente vai verificar se já podemos iniciar outras atividades de saúde aqui na região".
Essas atividades, de acordo com Alckmin, não seriam cirurgias, mas exames na parte de imagem e outros procedimentos, por exemplo. "Acho que há várias coisas que podem ser feitas, enquanto a gente reforma o outro prédio e, futuramente, o bloco 2 vai ser aberto para a região. A Saúde vai verificar quais as áreas que a região mais precisa para não haver repetição. Quais áreas são mais necessárias e estratégicas. Hoje (ontem), o deputado Estevam Galvão esteve conosco, pedindo e vamos fazer essa reunião na semana que vem", assegurou. 
Já sobre o Hospital Guido Guida, de Poá, motivo da reunião do prefeito Gian Lopes (PR) ontem com o presidente da República Michel Temer, para solicitar auxílio e evitar o fechamento da unidade, Alckmin respondeu que soube do encontro e que prefere aguardar o posicionamento do Ministério da Saúde. O governo do Estado já disse em outra ocasião, por meio do secretário estadual de Saúde, David Uip, que não queria que a unidade fechasse, porém, que não pode assumir todos os custos do hospital - que já seriam bastante altos com Recursos Humanos -, devido à crise instalada na cidade com a mudança na lei do Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISS).