O Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo e Mogi das Cruzes, que abrange também os municípios de Biritiba Mirim, Guararema, Poá e Salesópolis, intensificará a luta contra a aplicação das mudanças previstas pela reforma trabalhista. Os trabalhos serão realizados neste semestre, período de data-base, por meio de ações conjuntas de diversas centrais sindicais.
De acordo com o presidente da entidade, Miguel Torres, o objetivo é aproveitar as campanhas salariais para assegurar que os direitos dos trabalhadores serão mantidos. "O objetivo é garantir nas convenções os direitos trabalhistas que a reforma trabalhista está tirando", disse.
Entre os pontos da nova legislação criticados pelo sindicato e que devem ser alvo de negociações estão a implantação do negociado sobre o legislado; a liberação da terceirização para atividade-fim da empresa; a possibilidade de que gestantes e lactantes trabalhem em ambientes insalubres; bem como a contratação de trabalhadores como Pessoa Jurídica (PJ), proibindo que uma pessoa com carteira assinada seja demitida e contratada como PJ por um período inferior a 18 meses.
Segundo Torres, outra preocupação está em ressaltar a importância da representatividade do sindicato. Isso porque, com a reforma, o poder de representação da entidade foi reduzido. "Defendemos que haja uma reforma, mas que ela não tire o direito do trabalhador. A aprovada extinguiu a obrigatoriedade da homologação no sindicato, permite demissões coletivas sem aviso prévio, entre outros fatores. Muitos trabalhadores nem sabem de seus direitos e o papel dos sindicatos, assim como do Ministério do Trabalho, é dar assistência para ver se tudo está correto".
Por fim, ressaltou que durante a prática dessas ações coletivas, não está descartada a ocorrência de greves. "Além de trabalharmos para que tenhamos pauta positivas, vamos ter que enfrentar a reforma trabalhista. Dentro das negociações, se não houver avanço, pode ser que ocorram greves". (S.L.)