A Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) fechou os poços abertos há mais de quatro anos em vários trechos da avenida Major Pinheiro Fróes (SP-66), na Vila Maria de Maggi, em Suzano. O recapeamento dessas áreas já foi iniciado e a expectativa é que a pista seja totalmente liberada nos próximos dias, o que ajudará a desafogar o trânsito naquela região.
Segundo a companhia, os poços de serviço fazem parte das obras de ampliação da rede de coleta de esgotos nas cidades de Ferraz de Vasconcelos, Itaquaquecetuba, Poá, Suzano e São Paulo, melhorando a qualidade de vida de 380 mil pessoas e contribuindo para a despoluição do rio Tietê e de seus afluentes.
Prevista inicialmente para ser entregue em 2013, a obra para construção do novo Coletor Tronco (T-16) se arrastou nos últimos quatro anos e acabou sendo totalmente interrompida em 2015, de acordo com a Sabesp, em função do descumprimento do contrato pela empresa que havia vencido a licitação para fazer o serviço. "O contrato está em fase de rescisão e, assim que o processo for formalizado, a Sabesp promoverá nova licitação para a conclusão das obras", explicou, por meio de nota.
A instalação do coletor está 77% concluída. Segundo a companhia, quando a nova empresa for contratada, os poços serão reabertos para que a tubulação seja completada. "Essa obra é realizada com a utilização de metodologia não destrutiva, que diminui consideravelmente o impacto no dia a dia dos moradores, uma vez que não é necessária a abertura das ruas e avenidas em toda a extensão dos mais de 4,6 quilômetros do interceptor", acrescentou.
Com a finalização do projeto, a Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) da cidade, no Parque Maria Helena, que hoje trata um metro cúbico de resíduos por segundo, irá operar com 100% de sua capacidade, ou seja, três metros cúbicos por segundo.
Transtornos
O trânsito na avenida Major Pinheiro Fróes foi bastante prejudicado pelas obras da Sabesp nos últimos anos. A via recebeu pelo menos três poços na pista Poá-Suzano, que em alguns momentos fecharam uma das faixas para veículos, o que causava grandes congestionamentos.
Há quase dois anos os serviços foram totalmente paralisados e o risco era de acidentes e quedas nos poços que, apesar de sinalizados, apresentavam perigo para pedestres e motoristas.