Levantamento do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), com dados de julho de 2017, mostra que nos dez municípios do Alto Tietê houve mais admissões do que demissões. Foram registrados no total 8.141 novos trabalhadores contra 7.524 funcionários demitidos, resultando em um saldo no azul, de 617. Isso nas cidades de Mogi das Cruzes, Suzano, Poá, Ferraz de Vasconcelos, Itaquaquecetuba, Arujá, Santa Isabel, Salesópolis, Guararema e Biritiba Mirim.
Mogi, por exemplo, foi a que obteve maior resultado positivo no quesito de admissões, pois contou 2.817 oportunidades de trabalho abertas contra 2.601 fechadas, com a manutenção de 216 postos a mais ou 0,23%. Em seguida, vem Suzano com 1.598 admissões e 1.281 demissões, ou saldo de 317 (0,62%). Itaquá segue em terceiro lugar no mês passado com 1.122 novos contratos de trabalho, 1.029 dispensas do serviço, ou saldo de 93 postos a mais (0,25%).
O município que menos se destacou na região foi Salesópolis, com a menor taxa negativa de variação percentual na relação entre empregos e desempregos (-1,42%). Foram 37 admissões no período contra 70 demissões ou -33 vagas.
Apesar da pesquisa mensal ter apontado sensível melhora no quadro econômico atual de emprego e desemprego em algumas cidades, no acumulado de 12 meses do índice os resultados não são tão positivos. Em Mogi, por exemplo, 35.146 carteiras de trabalho foram assinadas ao passo que houve 35.883 desligamentos das empresas, o que resulta em um saldo de -737 postos de emprego.
No País
Já em nível nacional, em julho deste ano o Brasil gerou 35,9 mil vagas, provenientes da diferença de 1.167.770 admissões contra 1.131.870 demissões. Foi o quarto mês consecutivo em alta.
A pesquisa do Caged informou que a indústria da transformação foi a que mais impulsionou o bom resultado em julho, seguida pelo comércio e o setor de serviços. A entrada de mais dinheiro no mercado, oriundo das contas inativas do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) no bolso do trabalhador, alavancou o aumento de empregos na indústria da transformação, avaliou o Ministério do Trabalho. A pasta também estima que a evolução continue ascendente nos próximos meses.