Disciplina, amadurecimento, oportunidades, desenvolvimento pessoal e profissional, além de sonhos e um caminho a seguir. É com estas palavras que membros da Orquestra Sinfônica de Mogi das Cruzes expressam o significado e os resultados trazidos pelo programa de musicalização desenvolvido no município há 15 anos. 
A história de sucesso do conjunto musical está atrelada à trajetória de vida da maior parte dos músicos que o compõe. Entre eles está a professora de violino Flávia Camargo, de 26 anos, que teve o seu primeiro contato com o instrumento na infância. "Entrei no projeto em 2001, quando eram oferecidas aulas de canto, dança, dentre outras atividades. Depois, alguns alunos foram selecionados para o Projeto de Cordas (início da Orquestra) e eu escolhi tocar violino", contou. 
Até então, ela não havia tido nenhum contato com a música. Hoje, já não consegue se imaginar sem ela. "Fui evoluindo com as aulas até que virei monitora. Depois, passei a ensinar e, inclusive, pretendo cursar licenciatura em Música. Eu cresci com o projeto, sempre trabalhei com isso e não conheço outro universo. Nem consigo visualizar como estaria a minha vida se não fosse a Orquestra", destacou. 
Se é praticamente impossível pensar em um passado longe do projeto, depois dele, os planos para o futuro são mais do que certos. É o que relata a professora Bruna Larissa da Silva, 25, que também ingressou no programa em 2001. "Naquela época, a minha mãe não tinha condições e eu jamais imaginei que fosse chegar perto de um violino. Mas com as aulas eu descobri essa vocação, virei monitora e hoje cuido da parte administrativa da Orquestra. Gostei tanto da área que cursei Pedagogia e estou cursando pós-graduação em Educação Musical. Seguir nessa direção é o meu objetivo", comentou.
A música também está nos planos do músico Patrick Escobar da Silva, 20, membro do grupo desde 2011. "Quando eu me mudei para Mogi, os meus pais ouviram falar da Orquestra e me inscreveram. Na época, eu não tinha visão de futuro, e a ideia era seguir na área da informática. Mas hoje eu não me vejo fora disso, pretendo seguir carreira, trabalhar com composição, mais especificamente com trilhas sonoras", projetou. 
A Orquestra também mudou os sonhos da violinista Cássia Schneider, 20. "Depois que entrei no projeto, em 2012, passei a ver a música como profissão. Antes eu era do esporte, achava que seria jogadora de futebol. As chances de seguir neste caminho eram zero", comentou. 
Realidade diferente é a do arquivista Hidequel de Souza Barros, 21, que sempre quis ser músico, mas descobriu outra forma de viver da arte. "Ao todo, são seis anos de projeto. Eu tocava trombone. Passei por vários grupos e hoje atuo como arquivista musical", concluiu.