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Pedestres que utilizavam a passagem de nível da rua Doutor Deodato Wertheimer, na área central de Mogi das Cruzes, não ficaram nem um pouco satisfeitos com a interdição do local. Para os reclamantes, a medida dificultou ainda mais a travessia da linha férrea, que por si só já era motivo de transtornos.
Com o fechamento definitivo da cancela, os cidadãos que desejam atravessar de um lado para outro contam agora com duas opções: a passarela Bento Antônio de Oliveira, que liga avenida Padre João a rua Tenente Alcides Machado e a passagem de nível da praça Sacadura Cabral.
A primeira alternativa, além de oferecer um percurso mais longo, é visto pelos entrevistados como mais insegura, por ser um pouco isolada e ter pouca movimentação. Já a segunda, foi a mais utilizada ontem, tanto no período da manhã quanto no início da tarde. Muitos dos pedestres que vinham do Mogilar com destino ao centro, por exemplo, utilizavam a rua Américo Rodrigues para ir de uma passagem de nível a outra. Para evitar ter de esperar o trem passar para fazer a travessia, muitos dos transeuntes corriam de um ponto a outro.
Entre os semblantes de surpresa e dúvida dos desavisados que souberam da interdição apenas na hora de cruzar a linha férrea, bem como do desapontamento daqueles que descobriram que teriam que andar mais um pouco, muitas foram as reclamações.
Para a dona de casa Alessandra Ferreira, de 38 anos, a alteração dificultou ainda mais a vida de quem precisa fazer a travessia a pé. "Antes já era ruim porque a gente chegava na linha e tinha que esperar o trem passar. Agora ficou pior, pois temos que dar essa volta toda", disse.
A mesma queixa é compartilhada pela desempregada Eliane Nascimento, de 42 anos. "Para acessar a Doutor Deodato era só seguir reto, mas agora preciso fazer essa volta. Acho que essa mudança só complicou", comentou.
Para a técnica de enfermagem Marion de Oliveira, 65, há muito tempo os pedestres esperam por uma estrutura adequada para que possam realizar a transposição. "Já é um absurdo a gente tem que ficar parado esperando o trem passar. Disseram que vão construir uma passarela com acessibilidade, mas até agora estamos esperando. Quando isso sairá do papel?", questionou.
Enquanto isto não acontece, o ideal, segundo o aposentado Dimas Rossi, 65, seria continuar atravessando a passagem de nível da Doutor Deodato. "Se a Prefeitura acha melhor tirar os carros de lá, porque já fez o túnel, eu até concordo. Mas não tem cabimento mudar a rotina de quem anda a pé, sendo que não está sendo oferecida nenhuma vantagem", opinou.
A mesma opinião é a do autônomo Fernando José de Souza, 38. "Eu acho que eles tinham que liberar a passagem pelo menos para os pedestres. Isso iria ajudar inclusive o comercio local", avaliou.
Procurada, a administração municipal lembrou que "dentro do projeto do Complexo Viário, existe a previsão sobre a construção de uma passarela na região, que será feita pela Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) dentro do projeto de modernização da Estação Mogi das Cruzes", concluiu. (S.L.)
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