O fechamento da passagem de nível da rua Doutor Deodato Wertheimer, na área central de Mogi das Cruzes, como forma de incentivar a utilização do túnel da praça Sacadura Cabral, parece ter surtido efeito. Na manhã de ontem, após a liberação do trânsito sobre a linha férrea, a maior parte dos veículos seguia em direção à passagem subterrânea.
Durante o tempo em que a reportagem ficou no local, entre 10 horas e 11h30, em diversos momentos após o fechamento da cancela, o número de carros aguardando a passagem dos trens era menor do que se estava acostumado a ver antes do trecho ser bloqueado. A situação é bem diferente da vista antes da interdição, quando a fila de veículos chegava a atrapalhar o cruzamento com a rua Doutor Ricardo Vilela.
A liberação do tráfego na Doutor Deodato foi comemorada por motoristas e pedestres que passavam pelo local. Entre os argumentos mais utilizados pelos entrevistados pelo Mogi News estava a possibilidade de escolha, bem como a divisão de fluxo gerada pela existência de duas opções de trajeto.
Foi o caso do taxista Célio de Souza, de 48 anos. "Acho uma boa manterem aberto, porque assim a pessoa escolhe para onde quer ir. Não faz sentido algum deixar fechado", disse.
Opinião semelhante é compartilhada pelo atendente Airton dos Santos, 31, que destacou o impacto causado pelo fechamento da passagem de nível. "A interdição mais prejudicou do que ajudou. Isso não só em relação ao trânsito, mas principalmente para os comerciantes. Ainda bem que a medida foi repensada", comentou.
Pedestres
A reabertura também foi comemorada pelos pedestres. Para a professora Vera Lúcia, 51, o principal problema para os últimos dias era o grande fluxo que se concentrou na passagem de nível da Praça Sacadura Cabral. "Além de dar essa volta toda, a gente tinha que enfrentar uma multidão que queria passar ao mesmo tempo. Com a reabertura, voltamos a ter uma opção a mais, então vai ajudar bastante", destacou.
Já a dona de casa Rosemeire Calmenero, 52, ressaltou o ganho de tempo proporcionado pela desinterdição. "Quando a passagem estava fechada, as pessoas tinham que dar a volta. Até chegar lá, já encontrava outro trem passando. Então era um transtorno acumulado. Espero que continue assim", concluiu. (S.L.)