Motoristas que trafegam pela rodovia Mogi-Bertioga (SP-098) se posicionaram a favor da concessão da via para a iniciativa privada. Para os entrevistados, a "privatização", em estudo pelo Governo estadual, é o caminho mais rápido para a conquista de melhorias há muito tempo esperadas.
Para o aposentado Valdir Marques, de 60 anos, se colocada em prática, a medida trará benefícios, principalmente em relação às questões estruturais e de segurança. "A situação da Mogi-Bertioga é muito triste. Ela não oferece a menor segurança para o usuário e necessita de obras importantes. Acho que a concessão seria uma ótima opção", disse.
Opinião semelhante é compartilhada pelo comerciante Ronaldo Correia Furtado, 58, que defende a duplicação da estrada. " Há muito tempo a gente espera que a via seja duplicada. Então se a privatização vier nesse sentido, para trazer melhorias, eu acho válida. É melhor pagar pedágio e ter tranquilidade do que não pagar e ter que enfrentar todos estes riscos que a gente enfrenta", comentou.
Apesar de também ser favorável ao modelo de concessão, o vendedor Vinicius Cabral, de 26 anos, ressalta a necessidade de contrapartidas. "Se for para cobrar pedágio e nos proporcionar uma estrada melhor, não vejo problema algum. Vou pegar a estrada até mais tranquilo sabendo que a minha família vai ter segurança. Mas essas melhorias precisam ser colocadas em prática. Não adianta nada haver cobrança simplesmente para arrecadar dinheiro", ressaltou.
As mesmas exigências são apresentadas pelo mogiano José Carlos da Silva, 58. "Se for para melhorar, tudo bem. O problema é pagar pra usar a estrada e ela continuar do jeito que está. Acho que precisam combinar tudo direitinho antes de 'assinarem o papel'", ressaltou.
Já o bombeiro civil, Tiago Souza Santos, 30, apesar de também reivindicar melhorias na estrada, disse não concordar com a privatização. "Os políticos sempre arrumam um jeito de tirar dinheiro da população. Moro à beira da rodovia e sou totalmente contra a cobrança de pedágio. Contanto o tanto de imposto que a gente paga daria para fazer obra e ainda sobrava", concluiu.