Amós Oliveira, que mora em Mogi e herdou do pai o gosto pela arte, quer marcar a cidade com um monumento público do craque do Paris Saint-Germain e Seleção Brasileira, Neymar Júnior, que é mogiano. "Muita gente pensa que ele é de Santos, mas ele nasceu em Mogi. Inclusive, o pai dele foi atacante do União Mogi. Até quando fui autenticar a assinatura dele no cartório de Santos, quando ele me deu autorização para fazer a obra, uma funcionária pensou que ele tivesse nascido lá e não aqui. Mas eu falei: 'O Neymar é nosso'", brinca.
Amós, que é filho de Aldemy Gomes de Oliveira, arquiteto e urbanista já falecido e que foi diretor da Associação dos Engenheiros e Arquitetos de Mogi (Aeamc), diz que aprendeu a apreciar arte com o pai, que o levava a exposições e o aproximou da convivência com artistas plásticos. Com o tempo, o gosto e o conhecimento foram se aperfeiçoando e Amós foi chamado em 2014 pelo arquiteto Aníbal Coutinho, que desenhou o estádio do Corinthians, para ser o responsável por projetar os escudos do Timão na Arena em Itaquera. "Depois, surgiu a ideia de eu fazer monumentos públicos. Em 2015, me encontrei com o pai dele (Neymar) e levei uma maquete do meu projeto. Ele gostou e aprovou e eu consegui a autorização do craque", recorda-se. "Tempos depois, pedi ajuda ao vereador Caio Cunha (PV) para viabilizar a área e aprovação do projeto com a Prefeitura, porque sozinho eu não estava conseguindo. E o então prefeito Marco Bertaiolli (PSD) sugeriu que fosse feito ali no gramado do Complexo Esportivo 'Professor Hugo Ramos'.
A obra começou a ser feita em segredo, em maio deste ano, e agora o artista busca uma lei de incentivo e um patrocinador para finalizá-la. A estrutura projetada é de aço carbono cortada com jato de água, medindo 3,5 metros de altura por 2,38 m de largura, pesando 3,5 toneladas. "Será bom para Mogi. As pessoas virão visitar o monumento, tirar selfies e, principalmente, divulgar o nome de Mogi das Cruzes", finalizou Oliveira.