O fechamento da passagem de nível da rua Doutor Deodato Wertheimer proposta pela Prefeitura de Mogi das Cruzes, dividiu a opinião dos vereadores. Parte dos parlamentares se posicionou contra o fechamento do acesso, alegando que a medida traria prejuízos aos motoristas e pedestres, enquanto outra defendeu o bloqueio para melhorar o fluxo de veículos.
O trecho da via que está interditado fica entre a rua Doutor Ricardo Vilela e a linha férrea para a realização de obras de manutenção, mas a Prefeitura já afirmou que pretende manter o bloqueio da passagem de nível.
O vereador Antonio Lino da Silva (PSD) defendeu o fechamento da cancela da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM). "Aquele trecho tem que ser fechado, mas ao mesmo tempo, temos que ser inteligentes e não deixar ninguém desamparado. Em alguns momentos, os ônibus que descem pela rua Ricardo Vilela viram a Deodato, mas se a cancela fechar eles impedem o fluxo de carros", disse.
Para Silva, o túnel da praça Sacadura Cabral ainda é pouco conhecido. "Passar pelo túnel é muito mais rápido. Foram gastos milhões neste projeto. Na minha opinião, se não forem fechar a cancela, é preciso inverter a mão do trecho da Deodato para fazer com que a rua Navajas tenha sentido para a Ricardo Vilela. Só vai poder passar pela linha férrea quem vier da Navajas", sugeriu.
O vereador Mauro Araújo (PMDB) avaliou que a decisão de fechar a passagem de nível foi prematura. "Acredito que quando o complexo estiver 100%, naturalmente as pessoas vão utilizar. Os motoristas optam por aquilo que acham mais vantajoso. Perdemos uma passagem sem um estudo viário adequado, acho, no mínimo, arriscado. Se algum carro quebrar no túnel não teremos alternativa. Uma vez fechada, não vamos conseguir reabri-la", ressaltou.
O vereador Rodrigo Valverde (PT) defendeu uma solução para os pedestres, como a construção de uma passarela no trecho.
Pedido
Durante a sessão de ontem, Valverde apresentou uma indicação para a Prefeitura pedindo o cancelamento do contrato com a Hora Park, que administra o serviço de Zona Azul. Ele argumentou que o Tribunal de Contas já pediu a suspensão por possíveis irregularidades no processo licitatório.