Um grupo de comerciantes da rua Doutor Deodato Wertheimer fará hoje uma manifestação na Prefeitura de Mogi das Cruzes contra o fechamento da passagem de nível da região.
Os lojistas sairão do ponto pela rua Navajas e caminharão até a sede da administração municipal. A ideia é solicitar ao prefeito Marcus Melo (PSDB) a reabertura do acesso, que está bloqueado desde o início desta semana.
Na segunda-feira passada, o trecho da rua Doutor Deodato Wertheimer entre a rua Doutor Ricardo Vilela e a linha férrea, foi fechado para o Serviço Municipal de Águas e Esgotos (Semae) e a Secretaria de Serviços Urbanos realizarem obras de manutenção. No entanto, o prefeito anunciou que a sua intenção é manter a passagem de nível da via permanentemente fechada depois da conclusão das intervenções.
Os comerciantes reclamaram do bloqueio e afirmam que as vendas caíram desde então. O gerente Carlos Eduardo Gonçalves Pereira, de 38 anos, informou que a sua loja foi aberta há cerca de 40 dias e já amarga prejuízos. "Investimos alto, foram mais de R$ 800 mil, e acabamos sendo prejudicados. Antes do fechamento, recebíamos cerca de 20 clientes, e aos fins de semana o movimento era maior. Hoje, entram um ou dois", ressaltou.
Pereira pede que a Prefeitura encontre uma solução para o problema. "Falaram que fecharam a cancela por causa da segurança, mas a passagem de nível da praça Sacadura Cabral permanece aberta para os pedestres. Se este for o motivo não tem sentido. Poderiam liberar o acesso ou colocar passarelas. A questão é que não fomos comunicados com antecedência, nenhuma reunião foi feita para ouvir os comerciantes. O que chama a atenção é que o prefeito já foi presidente da Associação Comercial (ACMC) e deveria trabalhar em prol do comércio, não contra", disse.
O comerciante Ricardo Teixeira, 59, tem uma loja há 25 anos no ponto e sentiu a queda no movimento. Ele acrescentou que um dos lojistas da área já fez um abaixo-assinado que será entregue hoje. "A rua 'morreu', ficou sem saída. Alguns pedestres ainda passam, pois não sabem que a passagem está bloqueada. Queremos que a Prefeitura apresente alguma alternativa. Se não querem que os carros passem, que pelo menos liberem para os pedestres. Hoje as pessoas têm que dar uma grande volta", destacou.
O protesto marcado para hoje reunirá tanto comerciantes do trecho que está atualmente fechado quanto os do outro lado da linha férrea.