Dezenas de mães se reuniram na manhã de ontem para a "Hora do Mamaço", no Parque da Cidade, em Mogi das Cruzes. O objetivo do encontro foi debater a importância do aleitamento materno e esclarecer mitos sobre a amamentação. Além disso, o evento abordou a importância da doação de leite, que contribui para salvar as vidas de muitos bebês que estão internados na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Neonatal da Santa Casa.
Fabiana Guerra é mãe, fundadora do Grupo Coletivo Materno e uma das organizadoras do evento, que ocorre há três anos em Mogi, sempre no primeiro sábado de agosto, em comemoração à Semana Mundial do Aleitamento Materno. "Além da conscientização sobre a importância de amamentar, queremos captar doadoras de leite, porque muita gente não sabe que existe um banco de leite na cidade e que no inverno ocorre uma baixa de estoque", destacou.
Fabiana ainda esclareceu que o recém-nascido deve ser amamentado nos primeiros seis meses de idade e que esse período pode ser estendido até os dois anos ou mais. "O leite materno não vira água. Ele continua tendo nutrientes importantes mesmo após os dois anos de idade. Eu costumo dizer que o bebê pode ser amamentado até quando for bom para a mãe e a criança", enfatizou. "O leite materno é a primeira vacina do bebê. Ele dá imunidade, protege contra doenças respiratórias e gastrointestinais, e é importante para o vínculo entre mãe e filhos".
Durante o evento, muitas mulheres se emocionaram ao relatarem os desafios de uma mãe de primeira viagem, como a Mayara Nunes, 25 anos, que teve problemas para amamentar a filha, que hoje tem dois meses. "O leite materno é perfeito para o bebê. Tem tudo o que ele precisa", avaliou. "No início, tive muita dificuldade, por isso o incentivo é necessário. Toda a mulher tem de ter esse apoio".
O encontro também atraiu mães dos municípios vizinhos. A assistente administrativo Mariana Cavalcante,32, é de Suzano, mas faz parte do Coletivo Materno, que apoia e orienta as mães sobre a amamentação. "O leite é importantíssimo para as crianças, porque cria a imunidade que elas precisam", avaliou Mariana, que também é doadora.
A coordenadora técnica do Banco de Leite Humano (BLH) de Mogi, Paula Mateus dos Santos, também marcou presença no encontro como mãe e organizadora. Ela lembrou da importância das doações. "O estoque está abaixo da nossa demanda. O inverno é uma época em que os bancos de leite sofrem com a baixa por conta do frio, que dificulta um pouco as mães fazerem a ordenha e a ingestão menor de líquido também influencia", contou.
Para ser doadora, entre em contato pelo telefone 4798-7373 e receba as orientações sobre o procedimento.