O prefeito de Poá, Gian Lopes (PR), e o vice Marcos Ribeiro da Costa (PDT), o Marquinhos Indaiá, reuniram no final da tarde de anteontem o primeiro escalão da administração municipal para confirmar as medidas que serão adotadas para enfrentar a crise financeira instalada na cidade, após a mudança na lei do Imposto Sobre Serviços (ISS), que vai tirar dos cofres do município R$ 140 milhões por ano. Todos os cargos de secretários-adjuntos foram extintos e sete secretarias deixarão de existir. A reforma define ainda que cada pasta terá de reduzir 25% dos gastos, inclusive com a diminuição de funções.
A Prefeitura de Poá agora encaminhará à Câmara o projeto de lei que define a reorganização administrativa do Executivo. Os responsáveis pelas pastas municipais vão realizar reuniões internas com suas equipes para definir como enxugar a máquina pública. "Foi uma decisão que precisou ser tomada, devido à crise financeira que o município enfrentará", comentou o prefeito.
De acordo com Gian Lopes, os secretários entenderam a necessidade da extinção de algumas pastas e o momento é de união. "Todos sabem que é hora de unirmos forças em prol de Poá. Sairemos fortalecidos deste processo e tenho certeza de que passaremos por essa fase complicada", ressaltou.
Provavelmente, o mês de agosto será o último que Poá ainda contará com os recursos do ISS e por isso as medidas administrativas devem ser implementadas o mais rápido possível devido à perda de receita.
Hospital
Durante a reunião, o prefeito também relembrou o esforço que tem realizado para conseguir apoio estadual para manutenção e funcionamento do Hospital Municipal Dr. Guido Guida, já que o orçamento da Secretaria de Saúde de Poá não será suficiente para manter o atendimento na unidade.
No último dia 28 de julho, Gian Lopes e o deputado estadual André do Prado (PR) participaram de uma reunião com o subsecretário para relacionamento com os municípios do Estado, Murilo Macedo, no Palácio dos Bandeirantes, para tratar sobre a questão do hospital. No dia 19 de julho, o prefeito já havia apresentado ao governador Geraldo Alckmin (PSDB) e ao secretário-chefe da Casa Civil, Samuel Moreira, detalhes da situação crítica de Poá.