Estudantes planejam um novo ato para pedir a implantação do Passe Livre em Mogi das Cruzes. Integrantes de movimentos estudantis pretendem entregar no dia 25 um documento para a Prefeitura com os motivos e justificativas para concessão do benefício. A expectativa é que a manifestação ocorra às 13 horas em um ponto que ainda será definido. Na região, Poá e Suzano já contam com a isenção de tarifa para os alunos. A implantação do Passe Livre em Mogi é uma reivindicação antiga dos estudantes. O assunto voltou à tona na última sexta-feira, Dia do Estudante, quando um grupo de alunos da rede pública e privada realizaram uma manifestação pedindo a concessão da isenção. O ato saiu da praça do Carmo e seguiu até a sede da Prefeitura, passando pelo Terminal Estudantes.
Para o membro da União da Juventude Rebelião (UJR), Matheus Nunes, de 23 anos, é possível implementar o Passe Livre em Mogi. "Vamos apresentar um projeto com os motivos para a implantação do Passe Livre. É necessário ver as contas da cidade, qual a relação do município com as empresas de ônibus, quanto a Prefeitura deixa de receber com isenções e como este valor poderia ser utilizado para outras áreas, como Saúde, Educação e Esporte. Vamos nos colocar à disposição para encontrar os meios para implantar o Passe Livre", destacou.
A integrante do Movimento Correnteza de Mogi, Samira Nazário de Souza, 18, avaliou que o valor de isenção oferecido pela Prefeitura para as empresas de ônibus seria capaz de cobrir os custos com o Passe Livre. "Fizemos o ato para pressionar a Prefeitura, pedimos uma audiência pública para tratar do assunto, mas não concederam, no entanto, aceitaram receber um documento com as nossas reivindicações. Vamos colocar todos os dados e a importância desse benefício que já é oferecido por outras cidades", destacou.
O presidente da Comissão Permanente de Educação e Cultura, Mauro Araújo (PMDB), presidiu em 2015 da Comissão Especial de Vereadores (CEV) sobre o Passe Livre. Na época, o parlamentar levantou informações junto à Secretaria de Transportes e Secretaria de Estado da Educação. "No período, foi apurado que seria um gasto de R$ 12 milhões por ano, agora, deve ser mais. Acho que esta é uma reivindicação justa e sou favorável, mas acredito que este não é o momento, pois não se tem dinheiro para pagar as contas", avaliou.