Apesar da grande concentração de pessoas em situação de rua nos municípios da região, a ausência de políticas públicas eficientes para solucionar o problema ainda é uma realidade bastante criticada pela população. A realização de trabalhos conjuntos entre as cidades é apontada como alternativa para a obtenção de resultados satisfatórios, já que é comum a transição deste público de uma região para outra. No entanto, segundo o Consórcio do Desenvolvimento dos Municípios do Alto Tietê (Condemat) ainda não há nenhuma ação definida sobre o tema.
De acordo com o último balanço realizado pelas Prefeituras a pedido do Grupo Mogi News, estima-se que cerca de 1,8 mil moradores em situação de rua vivam na região atualmente.
Questionado pela reportagem sobre os trabalhos feitos para solucionar o problema ou mesmo minimizá-lo, o Condemat informou que o assunto é alvo de preocupações e vem sendo discutido na Câmara Técnica de Assistência Social, que reúne os secretários e técnicos das 11 cidades consorciadas. "O grupo tem trabalhado em cima de um levantamento do número da população de rua, nas características dos moradores e nas especificidades das cidades, já que o problema se concentra principalmente nas cidades maiores e, em especial, nas que são atendidas pelo transporte ferroviário, embora já ocorra registros também nos municípios mais afastados".
A ideia, segundo o consórcio, é que a partir deste diagnóstico, os municípios possam compartilhar entre si iniciativas que vem dando certo. "Não há, por enquanto, uma ação regional definida, mas o assunto está sendo discutido com a Diretoria Regional de Assistência e Desenvolvimento Social (Drads) da Grande São Paulo Leste", informou o Condemat.
Uma reunião para discutir programas e parcerias para o atendimento deste público junto à Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social deve ocorrer em breve. A definição da data depende da agenda do chefe da pasta, Floriano Pesaro. A previsão, no entanto, é que o encontro ocorra em setembro.