Atualmente, a Prefeitura de Mogi das Cruzes desembolsa R$ 4,8 milhões por ano com o aluguel de 35 imóveis na cidade. Parte dos prédios é destinada para órgãos do governo estadual. Por mês, a administração municipal gasta aproximadamente
R$ 400 mil com a manutenção das locações. Na Câmara tramita um projeto de lei que prevê a instalação de placas informado o valor pago em cada um dos espaços.
Ao todo, a Prefeitura informou que os prédios locados pelo município atendem sete secretarias, nas quais Assistência Social, Cultura, Desenvolvimento Econômico, Educação, Saúde, Serviços Urbanos e Verde e Meio Ambiente.
Dos órgãos do governo estadual está a Vara da Fazenda Pública, que funciona em um prédio em frente à praça Norival Tavares, no Parque Monte Líbano. Mogi também banca o aluguel da sede do 17° Batalhão da Polícia Militar, na rua Tenente José Adolfo de Moura Salles, no Alto do Ipiranga.
A Polícia Civil utiliza dois prédios alugados pela Prefeitura, sendo um que abriga o Grupo Armado de Repressão a Roubos e Assaltos (Garra) e a Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes (Dise), na rua Doutor Deodato Wertheimer, no Mogilar, e a estrutura que atende o Setor de Homicídios, na rua Manoel Joaquim Barbosa, no Alto do Ipiranga.
Questionada sobre as ações realizadas para reduzir os custos com aluguel, a administração municipal informou que "Este ano, por conta da queda na arrecadação, a Prefeitura optou por manter as locações, já que a construção de novos próprios demanda altos investimentos".
O vereador Rodrigo Valverde (PT) é o autor do projeto de lei prevê a instalação de placas indicando o valor pago pelo aluguel, número de contrato e proprietário do imóvel. "O projeto está na Comissão de Justiça e Redação da Câmara. Além de termos um número expressivo de imóveis alugados, o município tem prédios subutilizados e até cedidos gratuitamente. Esta lei precisa ser aprovada com máxima urgência. Temos vários imóveis com placa de aluguel pela cidade, garanto que em um período de crise os proprietários aceitam baixar o valor", avaliou.
Para o parlamentar, a administração municipal precisa encontrar uma alternativa para reduzir as locações. "Não tenho dúvidas que a construção de prédios sairia muito mais barato. Sabemos que o dinheiro gasto com aluguel é perdido, não tem retorno. A Prefeitura poderia financiar a construção destes prédios", ressaltou.
O vereador Diego Martins (PMDB) apresentou uma indicação há alguns dias, para que a Prefeitura estude transferir os serviços do Pró-Criança e Pró-Mulher, que hoje funcionam em prédios locados, para o antigo prédio da Universidade Braz Cubas (UBC). De acordo com ele, o local tem espaço para receber os equipamentos.