O disco "Reações Adversas", da banda Colettive, foi uma das obras gravadas pelo Estúdio Municipal de Áudio e Música (Emam). O grupo de Mogi das Cruzes, que está há 10 anos na estrada, lançou o CD de músicas autorais e a maior parte de inéditas durante o Festival de Inverno Serra do Itapeti, em julho. Os integrantes avaliam que o Emam desenvolve um importante serviço para os artistas mogianos.
Para o guitarrista da Colettive, William Almeida, de 30 anos, o Emam oferece estrutura para todas as vertentes da música. "Ele desempenha um papel fundamental no processo de dar dignidade aos artistas locais que trabalham muito, pagam caro em equipamentos, quase não recebem ainda para se apresentarem e automaticamente não têm dinheiro para gravar um disco com uma estrutura boa e cercados de bons profissionais. O estúdio é uma política pública muito importante", ressaltou.
De acordo com o músico, a banda já tinha tido outras duas experiências em estúdios. "O Emam oferece uma estrutura ótima. Estudei produção fonográfica antes de entrar para gravar e as surpresas do estúdio foram só positivas. Desde a estrutura de microfones aos amplificadores e bateria. Podemos gravar até com um piano de calda, algo completamente distante de nossa expectativa até então", acrescentou.
O guitarrista destacou que o lançamento do disco durante o Festival de Inverno colaborou para a divulgação do trabalho. "Era um desejo nosso, muito antes de sabermos que isso seria realmente possível. Acho que casa com o som que a gente faz. Tocamos para o nosso maior público naquela noite. Ficou marcada na vida de cada um de nós cinco e toda a turma que veio com a gente: roadie, técnico de som, amigos, músicos acompanhantes", disse.
Almeida afirmou que a banda já tem colhido os resultados com o lançamento da obra. "A Colettive vive um momento importante rumo à profissionalização e os resultados precisam ser vistos a curto, médio e longo prazo. O curto tem sido ótimo porque há muita gente se conectando às nossas músicas, tomando-as para elas. É fascinante saber que uma música sua tocou o coração de uma pessoa, a fez se sentir melhor em algum momento", contou.
A Colettive é formada ainda pela vocalista Crica Morais, o baixista Leandro Veiroldt, a tecladista e violoncelista Karin Takagaki e o baterista Rogério Martins. (L.N.)