Procurada ontem pela reportagem a ACMC informou em nota que é esperado que a interdição do local altere o movimento da região, com reflexos no Comércio. “Embora não seja um trecho que concentre muitos estabelecimentos, os que existem sentirão diferença e precisarão se adaptar a nova realidade, lançar mão de estratégias para que o consumidor continue tendo interesse de ir até a região”, disse.
Questionada se buscará meios para evitar o fechamento definitivo da cancela, a associação disse apenas que está de portas abertas para discutir estratégias com os comerciantes e ajudar a fomentar os negócios. “O fechamento da passagem de nível, é preciso ressaltar, já era previsto em decorrência da construção do Complexo Viário. A obra foi projetada com o objetivo de melhorar a circulação na área central e propiciar o fechamento das cancelas, um dos requisitos para que o Expresso Leste circule em todos os horários na cidade”, lembrou.
Protesto
Um grupo de catadores de materiais recicláveis liderados pelo ativista e líder comunitário Silvio Marques já estuda promover uma manifestação contra a interdição da passagem de nível em questão. O motivo é a dificuldade encontrada pelos trabalhadores para transpor a linha férrea.
Isso porque, segundo Marques, o desnível existente na passagem de nível da praça Sacadura Cabral impossibilita que utilizem a alternativa dada pela administração municipal. “Há um degrau entre o piso revitalizado e os trilhos. Como eles carregam muito peso, não há condições de levantarem os carrinhos para passarem por ali. Protocolei hoje (ontem) um pedido para que a Prefeitura coloque uma rampa, mesmo que provisória, para acabar com esse desnível”, contou.
Caso a solicitação não seja atendida um protesto deverá ser realizado. “Se até sexta feira nenhuma providência for tomada, nós vamos nos reunir e parar o Centro. Os catadores não podem ser deixados de lado novamente”, concluiu.