O vereador Clodoaldo de Moraes (PR) vai apresentar a indicação de um anteprojeto que solicita a gratuidade no transporte municipal para idosos a partir dos 60 anos. Hoje, o benefício só pode ser reivindicado para os mogianos com idade igual ou superior a 65 anos. Para endossar o pedido, o republicano começou a recolher assinaturas para um abaixo-assinado que será entregue junto com a proposta. A ação foi iniciada ontem no Largo do Rosário, na região central.
De acordo com Moraes, a ampliação da gratuidade é um pedido recorrente na cidade. Ele justificou que os municípios da região que contam com transporte municipal já oferecem o benefício aos idosos a partir dos 60 anos, além da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), Metrô, linhas intermunicipais e interestaduais.
Para entrar em vigor, a proposta precisa ser acatada pela administração municipal. O republicano arrecadará ao longo das próximas semanas assinaturas de mogianos que aprovam o pedido. Ontem, em cerca de uma hora, cerca de 120 pessoas já haviam assinado o abaixo-assinado.
Moraes informou que a ideia é sensibilizar a Prefeitura em relação ao benefício. "Há três anos já havíamos pedido isso, mas na época, o prefeito (Marco Bertaiolli (PSD)) disse que não havia dotação orçamentária. Levantamos no período que havia entre 15 e 20 mil pessoas de 60 anos, agora deve ser mais. A questão da gratuidade não tem que ser analisada como despesa, mas é um reconhecimento àqueles que durante toda a vida colaboraram para o crescimento de Mogi. Se não conseguirmos discutir esta situação neste ano, que seja no próximo, mas temos que provocar este debate", disse.
A aposentada Margarete Canuto, de 77 anos, apoiou a iniciativa. "Hoje, já sou beneficiada pela gratuidade, mas também não tinha direto até os 65 anos, mesmo estando aposentada desde 60 anos", ressaltou.
A vendedora Débora Corrêa, 23, destacou que a medida ajuda os idosos que trabalharam e contribuíram a vida toda com a cidade. "Acho importante essa ampliação, até por causa da minha avó, que tem 62 anos e não tem o direito a gratuidade", acrescentou. (L.N.)