Com o aparelho celular chamando a todo momento, seja por causa do aplicativo WhatsApp, de ligações ou de mensagens via redes sociais, as pessoas estão cada vez mais presas ao telefone. Entre as principais implicações causadas por esse hábito do mundo moderno estão as multas de trânsito.
Só em Mogi das Cruzes, 3.829 pessoas foram multadas por usar, manusear ou segurar o celular enquanto dirigiam pelas ruas da cidade. São 22 infrações aplicadas por dia. Em 2016 foram 6.923 multas do tipo durante o ano inteiro, representando uma média de 18 por dia.
Com isso, essa prática proibida tem aumentado na cidade, apesar de praticamente todos os motoristas saberem os problemas que o aparelho pode causar na condução do veículo, como prejudicar a atenção e causar acidentes.
O uso do celular enquanto conduz um automóvel já é uma das práticas que mais rendem multas na cidade neste ano, ficando próxima de infrações conhecidas, como "deixar de usar cinto de segurança" ou "transitar em velocidade superior à máxima permitida".
De acordo como o Departamento Estadual de Trânsito de São Paulo (Detran-SP), são três tipos de infrações referentes a motoristas que não largam o celular. A 73662 do Código de Trânsito Brasileiro (CTB) proíbe "dirigir veículo utilizando-se de telefone celular" e aplica multa de R$ 130,16, além de incluir quatro pontos na Carteira Nacional de Habitação (CNH) do condutor. Outra ação combatida pela fiscalização e que nem todo motorista sabe é que existe multa mesmo para aqueles que apenas seguram o telefone dentro do veículo. É a infração 76331 que tem multa de R$ 293,47 e dá sete pontos na carteira. E mesmo que o motorista não esteja usando o celular ou segurando ele, ainda assim poderá ser multado. É que a infração 76332 pune o condutor que "dirigir veículos manuseando telefone celular", com cobrança de R$ 293,47 e sete pontos na carteira. Ou seja, dentro do carro o jeito é nem encostar em um celular.
Em todo o Estado, os números também são altos. De acordo com o Detran-SP, o total de infrações passou de 80.182 casos em 2010 para 114.894 em 2015. Na capital, o registro dessas ocorrências diminuiu nos últimos meses depois que os valores das multas foram reajustados no final do ano passado. A média de casos na capital era de 40 mil por mês em 2016, e agora fica entre 15 e 20 mil, segundo o Painel Mobilidade Segura, da Prefeitura de São Paulo.