Ar seco, temperaturas mais baixas, locais cheios e fechados. Esta combinação típica do inverno contribui para a queda da defesa no sistema respiratório, fazendo com que a incidência de algumas doenças seja maior nesta época do ano. A adoção de alguns cuidados básicos, no entanto, pode prevenir o contágio.
De acordo com o infectologista e professor da Universidade de Mogi das Cruzes (UMC) Jean Carlo Gorinchteyn, as doenças mais comuns deste período são as gripes e os resfriados. "O resfriado é mais brando e provoca sintomas como coriza, espirros e dor de garganta. Já a gripe costuma resultar em febre mais alta e os sinais deixam de ser locais, fazendo com que a pessoa sinta também dores por todo o corpo, o que compromete inclusive a realização de atividades do dia a dia, como trabalhar e ir à escola, por exemplo", explicou.
As condições climáticas da estação, segundo o especialista, propiciam também o agravamento de doenças crônicas. "No inverno costuma chover menos. O ar mais seco e com maior concentração de poluentes são favoráveis para a sinusite e a rinite, por exemplo. Além disso, há também uma maior circulação de bactérias que podem transmitir a meningite. Elas circulam durante todo o ano, mas no frio,isso se intensifica, devido às aglomerações em ambientes fechados", comentou.
Para prevenir o contágio e evitar complicações é necessária a adoção de algumas ações básicas, tais como manter a higiene das mãos e beber bastante água. "É recomendado o uso de álcool em gel com frequência, principalmente após tocar em corrimões, utilizar o transporte público, entre outros. O nariz precisa sempre úmido e para isso a orientação é lavá-lo ou umidificá-lo com soro fisiológico", sugeriu.
O infectologista alertou ainda sobre os cuidados ao utilizar os aquecedores. "Estes equipamentos ressecam as narinas e comprometem a primeira linha de defesa do organismo. Então ao utilizá-lo recomendamos que seu grau de ação seja diminuído quando o ambiente estiver parcialmente aquecido, ou que os deixem desligados", concluiu.