O aumento dos tributos sobre a gasolina, o diesel e o etanol foi bastante criticado por entidades do setor produtivo. Isso porque a elevação do preço nas bombas de combustíveis elevará significativamente os custos de produção. O reflexo disso deverá ser sentido pelo consumidor de forma imediata.
Em nota, o diretor do Sistema Fiesp/Ciesp no Alto Tietê, José Francisco Caseiro, expressou sua indignação com a medida adotada pelo governo federal, que segundo ele, "vai contra tudo que vem sendo defendido para recolocar o Brasil no caminho do crescimento". "Aumentar impostos não é solução; pelo contrário, só agrava as dificuldades enfrentadas pelas empresas e pela população em geral", destaca o diretor.
Caseiro informou ainda que não há dúvidas de que a medida adotada não apenas ampliará o sofrimento dos cidadãos, como também deverá impactar negativamente no empenho da indústria, que tenta retomar índices razoáveis de produtividade e consequente geração de empregos. "O combustível é um insumo de grande peso na cadeia de custos das empresas e um aumento agora só vem dificultar ainda mais um trabalho árduo de redução de custos para produção. Lamentamos essa medida adotada pelo governo e, principalmente, reforçamos o apelo para que a população continue a dizer não ao aumento de impostos. Chega de pagar o pato", concluiu.
Posicionamento semelhante é compartilhado pelo Sindicato Rural de Mogi. "Não há dúvidas de esse reajuste encarecerá os custos de produção, porque o transporte das frutas, hortaliças e legumes é feito por caminhões. Na agricultura, o valor repassado ao consumidor final, depende mais da questão de oferta e procura. Mas obviamente que essa elevação será sentida lá na frente", comentou. (S.L.)