Nos últimos cinco anos, a Diocese de Mogi das Cruzes ordenou 33 padres. No período, também foram criadas 30 paróquias no Alto Tietê. De acordo com o bispo diocesano, dom Pedro Luiz Stringhini, atualmente, as 77 paróquias contam com padres. Apenas a de Nossa Senhora Aparecida, em Itaquaquecetuba, possui um padre provisório, mas conta com um diácono que será ordenado no fim do ano.
Quando Stringhini assumiu a Diocese, uma das grandes questões era em torno do déficit de padres. Hoje, ele garante que a situação está equacionada. No período, ele criou um Seminário Menor, destinado para adolescentes que têm vocação sacerdotal. No momento, ela conta com sete seminaristas. O seminário de Filosofia e Teologia tem 35 e o propedêutico sete seminaristas.
O bispo ressaltou que a Igreja Católica tem que acompanhar a expansão das cidades e o aumento da população. "Onde surge um novo bairro, o ideal é que haja também a presença da igreja, uma capela. Atualmente, o principal gasto da Diocese de Mogi é com os seminários. São R$ 80 mil por mês para conseguir mantê-los", destacou.
Stringhini informou que, desde que assumiu a Diocese, todos os anos a igreja tem ordenado padres. "No ano passado tivemos cinco ordenações de padre. Este ano teremos uma, possivelmente em novembro, na Festa Diocesana. Depois, no dia 30 de dezembro teremos a ordenação de quatro diáconos que depois serão padres", esclareceu.
De acordo com Stringhini, apenas uma paróquia está sem padre titular na região. No entanto, um diácono está atuando no local e um padre de Ferraz de Vasconcelos trabalha na paróquia. "Este diácono vai fazer praticamente tudo e quando se ordenar padre poderá ficar na igreja. Temos locais com mais de um padre, como a Catedral de Santana, que tem o pároco e dois vigários", disse. (L.N.)