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A queda na arrecadação do Imposto Sobre Serviços (ISS) de Poá poderá trazer grandes impactos ao funcionalismo público, entre eles a possibilidade de fechamento do Hospital Municipal Doutor Guido Guida. Diante do cenário de crise, que pode se instalar na cidade e afetar todos os setores, a Prefeitura vai propôr ao governador Geraldo Alckmin (PSDB) para que o Estado assuma a unidade, que gera custo de R$ 4,5 milhões ao mês.
Segundo a avaliação do secretário municipal de Governo, Augusto de Jesus, essa é uma das medidas mais drásticas que pode ser adotada na cidade, caso falte recursos. Além dos poaenses, atualmente, o hospital de Poá também atende moradores de cidades vizinhas, incluindo Ferraz de Vasconcelos e Itaquaquecetuba, como lembrou o chefe da pasta. "O mais grave que poderia acontecer é o fechamento do hospital, porque as pessoas que precisam de socorro não são só os cidadãos poaenses. Então o mais danoso seria o encerramento das atividades do hospital que, a princípio, o prefeito não deverá fazer", afirmou.
O Secretário de Governo estava representando o prefeito Gian Lopes (PR), ontem, na audiência pública sobre a alteração da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2018, que sofreu alterações em decorrência da queda prevista na receita com a redistribuição do ISS. Na ocasião, ele levou a questão da unidade hospitalar que, atualmente, é gerida por meio de recursos municipais.
Augusto disse que a Prefeitura vai agendar uma reunião com Alckmin para expôr a situação financeira de Poá. "Vamos informá-lo que o município não terá condição de continuar com a mesma manutenção. O fechamento do Guido Guida, para nós, seria uma ação muito dolorosa. Mas, a princípio, vamos tentar ofertar o hospital para o Estado. Faremos uma reunião com o governador para sugerir que ele absorva essa responsabilidade, integralmente.", adiantou.
O chefe da pasta ainda lembrou que há outra medida que será estudada, como a contratação de uma Organização Social (OS) para gerenciar o Guido Guida, em parceria com o Estado, como o Santa Marcelina, por exemplo. "Também existem duas possibilidades para manter o serviço. Uma delas é ver uma entidade que possa administrar e gerir essa questão. A outra, seria por último, o fechamento do hospital", disse.
Caso o governo do Estado não aceite a proposta, o hospital manterá o serviço apenas enquanto houver receita, caso contrário, a Prefeitura não terá como suportar os gastos, segundo frisou o secretário.
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