A Prefeitura de Mogi das Cruzes concluiu mais uma etapa no processo de armamento da Guarda Civil Municipal (GCM). No início do mês, foi finalizada a avaliação psicológica da corporação. De acordo com o secretário municipal de Segurança, Paulo Roberto Madureira Sales, dos 198 guardas, 56 foram reprovados no teste. Agora, as próximas fases do armamento incluem o treinamento teórico, que deve ocorrer dentro de até dois meses, e o prático, que será realizado em seguida.
Sales afirmou que apenas os GCMs que forem aprovados em todos os testes e etapas poderão atuar armados. "A avaliação psicológica foi concluída no dia 10 de julho e a maior parte dos guardas foi aprovada. Os que não passaram, puderam fazer novamente o teste com um profissional habilitado pela Polícia Federal, alguns conseguiram a aprovação e outros não", esclareceu.
A expectativa de Sales é que até o fim do ano os guardas municipais possam atuar armados em Mogi. "Eles terão que passar por um teste teórico, que inclui aulas sobre o armamento, legislação, instrução de como montar e desmontar a arma, além de orientações sobre os riscos, tipos de tiros e parte legal. Esperamos que isso possa ser feito entre um e dois meses. Depois serão realizadas aulas práticas", destacou.
De acordo com o secretário, as aulas teóricas e práticas devem ser ministradas por pessoas habilitadas pela Polícia Federal. "Entramos em contato com as guardas de Guarulhos e São Caetano e eles se colocaram a disposição para ajudar. Elas contam com oficiais habilitados", acrescentou. A Prefeitura também está montando a corregedoria da GCM.
A princípio, os oficiais de Mogi atuarão com as 60 armas que foram doadas pela Polícia Civil. Segundo Sales, o envio do armamento só aguarda a autorização final do secretário de Estado da Segurança Pública, Mágino Alves Barbosa Filho. O chefe da pasta municipal informou ainda que estas armas não poderão ser levadas pelos guardas para sua residência. Ainda de acordo com Sales, desde dezembro do ano passado alguns oficiais já possuem armas pessoais, com a devida autorização legal.
O secretário ressaltou que mesmo depois de cumpridas todas as exigências legais, não são todos os GCMs que trabalharão armados. Elas serão empregadas, por exemplo, para a tropa que faz o patrulhamento com carros e motocicletas. Sales acrescentou que os guardas municipais já estão trabalhando em parceria com a Polícia Militar para coibir algumas ações, como casos de pancadões.